Reprodução/Redes Sociais
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Menino de 11 anos perde o dedo ao fugir de ataque racista na escola

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Na última semana, um menino de 11 anos, Raheem Bailey, teve o dedo amputado ao tentar escapar de um grupo de crianças que tentavam espancá-lo. No desespero para fugir do ataque, ele tentou sair as pressas do terreno da escola, mas seu dedo ficou preso em uma cerca, o que provocou uma lesão profunda. O caso aconteceu na última terça-feira, 17, no País de Gales. De acordo com Shantal Bailey, mãe de Raheem, o menino sofria abuso racial e físico desde que começou a frequentar a Abertillery Learning Community, em setembro de 2021.

Shantal revelou que ao chegar na escola para socorrer o filho, funcionários a informaram que uma ambulância só chegaria em duas horas, então eles foram levados para o pronto-socorro no ônibus escolar e que após isto, eles tiveram que esperar mais cinco horas por uma ambulância para transferir Raheem para o local onde ele seria operado, em Swansea, a 80 quilômetros da escola. Porém, após seis horas de cirurgia tentando reverter o quadro, o dedo teve que ser amputado. 

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“O tempo todo me dizendo ‘me desculpe, me desculpe mamãe. Eu simplesmente não podia, eu não podia ficar lá, por que ninguém gosta de mim?’ Estas são coisas que meu filho, enquanto está com dor, está constantemente tendo que me perguntar: ‘Mamãe, por que ninguém gosta de mim? por quê? Por que eles escolheram a mim?’”, revelou Shantal.

“Estas são coisas que meu filho, enquanto está com dor, constantemente me pergunta: ‘Mamãe, por que ninguém gosta de mim? por quê? Por que eles escolheram a mim?'”

Shantal Bailey

Ao comentar sobre a questão mais ampla do bullying e do racismo nas escolas, Shantal questionou por que deveria enviar seu filho para a escola para ser um saco de pancadas: “É difícil, como mãe, ter que dizer ao seu filho que as pessoas podem não gostar de você por causa de sua pele – não porque você é mau, não porque você é horrível, mas apenas por causa da pele com a qual nasceu”, lamenta.

Todos as unidades da Abertillery Learning Community, escola onde ocorreu o incidente, estão fechadas desde a última segunda-feira, 23, por motivos de saúde e segurança. A escola declara que está trabalhando com as autoridades locais para apurar todos os detalhes do incidente: “Condenamos o bullying e o assédio racial de qualquer forma e esperamos que as alegações e incidentes de bullying e racismo sejam totalmente investigados pelas escolas, com as medidas apropriadas tomadas para resolver o assunto e impedir que outros casos aconteçam”, disse um porta-voz do governo galês.

A família recebeu apoio e centenas de mensagens, inclusive de personalidades do esporte, como o jogador de basquete Gerald Green, que teve uma carreira de sucesso com nove dedos e pediu para falar diretamente com Raheem. Além disso foi criada uma página de financiamento coletivo chegando a mais de £ 85 mil para financiar a compra de uma prótese: “Tem tantas pessoas em lugares diferentes que foram tão generosas, e eu não esperava o que aconteceu, então estou verdadeiramente grata por isso”, diz a mãe.

Com informações do The Independent

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