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Vítimas que afirmam terem sido estupradas por ‘guru religioso’ no Pará, depõem à Justiça

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A Justiça do Pará começa a ouvir o depoimento de testemunhas de defesa de Paulo Paumgartten Sabino de Oliveira, de 68 anos, nesta quinta-feira, 26, em Belém. Paulo é líder da seita ‘Missão do Espírito Santo’ e também é apontado como autor de diversos crimes sexuais contra mulheres, os quais ele afirmava ser mentor espiritual.

Paumgartten é advogado e já atuou como procurador no Estado do Pará. Ele vivia em uma casa no bairro de Fátima, na capital paraense, com seis das vítimas, sendo uma delas adolescente. Ele foi preso em março deste ano no Distrito de Marudá, em Marapanim, nordeste paraense. Segundo o Tribunal de Justiça, o caso tramita sob segredo de justiça, por se tratar de crimes sexuais.

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A audiência de instrução está sendo realizada pela 2ª Vara Criminal de Belém, a qual a titular é a juíza Blenda Nery Rigon. Na promotoria de justiça, que está vinculada à vara, atua o promotor de justiça Aldir Viana. A magistrada espera ouvir quatro vítimas, além das testemunhas que foram arroladas pela defesa do suposto “guru”.

De acordo com a Polícia Civil, o caso é investigado pela Divisão Especializada de Atendimento à Mulher, em Belém. Ao todo, 14 inquéritos policiais foram instaurados. Paulo continua preso e será indiciado pelos crimes de violação sexual mediante fraude e estupro de vulnerável.

Relembre o caso

O religioso foi localizado e preso em flagrante em um sítio que pertence a ele, em Marudá, durante a operação “Sétima Frequência”. Na ocasião, os policiais ainda apreenderam um celular e computador, ambos com material pornográfico infantojuvenil.

Antes da operação ser deflagrada, Paulo já havia sido indicado por estupro de vulnerável no ano de 2013, porém, o caso foi arquivado. Desde então, a polícia veio recebendo denúncias contra ele em 2020 e 2021, quando quatro mulheres denunciaram a seita. Até o momento, não é possível informar o número de pessoas que foram vítimas do “guru”.

Para a polícia, dezenas de mulheres foram vítimas nos últimos 14 anos, período em que Paulo atuava se intitulando médium. Paulo também já foi procurador do município de Pacajá.

A polícia acredita ainda que as vítimas viviam sob ameaças, além de serem vulneráveis psicológica e financeiramente.

Sobre a dinâmica dos crimes

De acordo com as investigações, tudo começou em 2008. Paulo teria sido convidado a participar de grupo de estudos, que foi crescendo e ganhando mais adeptos. Ele foi ganhando notoriedade e com isso, se autointitulou médium, o que ajudou a convencer que possuía dons mediúnicos e, inclusive, que recebia entidades como Padre Cícero, Santo Agostinho, entre outros.

De acordo com a polícia, Paulo dizia que já tinha alcançado a sétima frequência, assim como Jesus Cristo. Por isso, o nome da operação.

Ainda conforme a Polícia, o guru cometia os crimes sexuais durante a realização dos rituais. A dinâmica da seita envolvia estudos bíblicos e ao final, cada pessoa se consultava com ele de forma individual.

Os crimes aconteciam durante as consultas, onde ele realizava os ditos banhos de purificação, limpeza e cura, era quando ele abusava das mulheres e cometia os crimes de violência sexual mediante fraude.

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