Ex-morador de rua, Givaldo Alves, anuncia candidatura mas não pode concorrer; entenda

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O ex-morador de rua, Givaldo Alves, que ficou famoso depois de ser espancado por um personal trainer por manter relações sexuais com a mulher do profissional, anunciou na última quinta-feira, 26, a pré-candidatura a deputado estadual. Ele anunciou em suas redes sociais que vai concorrer ao cargo político e afirmou até ter feita uma pesquisa na qual teria 700 mil votos.

No entanto, Givaldo esqueceu de um requisito básico para concorrer ao pleito de outubro: ele precisa estar filiado a um partido.

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De acordo com o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Givaldo não aparece como integrante de nenhuma legenda, o que o impossibilita de concorrer a qualquer cargo eletivo. O homem que se intitula “mendigão”, ou qualquer outro postulante, tinha prazo para se filiar até 2 de abril deste ano.

Reprodução

Antes disso, logo quando o caso da agressão veio à tona, partidos entraram em contato com Givaldo oferecendo espaço em quatro legendas. Naquela ocasião, havia tempo para preencher o requisito de filiação. Hoje, não há mais.

Ficha-limpa

Mesmo cadastrado em um partido, Givaldo poderia ter problemas com o registro da candidatura. Segundo o TSE, o cidadão que deseja concorrer a um cargo eletivo deverá respeitar as condições constitucionais e legais de elegibilidade e de incompatibilidade, desde que não incida em quaisquer das causas de inelegibilidade.

Givaldo foi condenado por participar do sequestro de uma mulher de 33 anos em 2004, na zona leste de São Paulo. O ex-sem teto acabou preso em flagrante por volta das 18h30 de 1°/7/2004 ao pegar o resgate de R$ 3 mil em uma lixeira na Praça do Forró, em São Miguel Paulista.

Horas depois, o ex-morador de rua confessou o crime e levou os policiais até o cativeiro em Itaquaquecetuba. A vítima havia sido liberada quando os agentes chegaram ao local. Gilvado disse que tinha ido ao local uma vez e alegou que não teria visto a mulher sequestrada.

Ao longo do processo, a defesa chegou a argumentar que o ex-sem-teto apenas estava no local errado na hora errada.

A tese foi refutada pelo juiz Edison Aparecido Brandão ao condenar o homem, em 5/10/2004, a 15 anos de reclusão em regime fechado, mais dois anos por maus antecedentes e reincidência.

Quatro carteiras de identidade 

Um detalhe chama a atenção no alvará de soltura de Givaldo emitido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, na 5ª Vara Criminal de Barra Funda: no documento, constam três registros gerais (RG).

Isso em 2013, sem contar com o documento mais atual, que o registra como Givaldo Alves de Souza, nascido em Pilão Arcado, Bahia. A dificuldade de encontrar os documentos referentes às condenações de Givaldo teriam se dado, portanto, pelos quatro registros relacionados a ele.

Com informações do Metrópoles

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