Foto: Pixabay/Pexels
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Pesadelos frequentes podem ser início de Parkinson, alerta estudo

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O diagnóstico precoce de doenças degenerativas ainda é uma das principais dificuldades encontrada por especialistas. Pacientes que sofrem com Parkinson, por exemplo, quando finalmente recebe o diagnóstico, quase sempre já perdeu entre 60% e 80% dos neurônios responsáveis pela liberação da dopamina.

Cientistas da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, descobriram recentemente através de um estudo que o início do desenvolvimento da doença pode estar relacionado a um sintoma incomum: o aumento de pesadelos que surgem sem uma causa aparente, principalmente em pacientes do sexo masculino.

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Os pesquisadores estiveram acompahando cerca de três mil homens idosos por um período de 12 anos. Os participantes que tiveram uma incidência maior de sonhos ruins tiveram duas vezes mais chance de desenvolver a doença, e nesses pacientes, o Parkinson piorou mais rapidamente.

“Precisamos continuar estudando essa área para identificar se o aparecimento dos pesadelos sem motivos óbvios pode indicar que indivíduos idosos devem procurar acompanhamento médico”, explica o neurologista Abidemi Otaiku, principal autor da pesquisa.

O cientista reforça que a ligação entre pesadelos e o Parkinson está sendo pesquisada há anos, e aproximadamente um quarto dos pacientes com a condição afirmaram estar sofrendo com o problema no momento do diagnóstico — alguns disseram que estavam tendo pesadelos há até dez anos. Estudos realizados anteriormente revelam que pessoas com a doença de Parkinson têm quatro vezes mais chance apresentar pesadelos frequentes do que a população em geral.

A pesquisa de Otaiku, publicada em pré-print na revista The Lancet, ainda deverá passar por uma revisão da comunidade científica, mas já ajuda a mostrar que a frequência dos pesadelos são uma consequência da doença.

Os pesquisadores querem expandir o estudo utilizando eletroencefalografia para tentar entender o que de fato causa os pesadelos: a principal hipótese é que algo que está relacionado à doença possa estar surgindo no córtex frontal, área do cérebro que é responsável por regular as emoções durante o sono.

Com informações do Metrópoles

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