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Pesquisa revela que poluição está deixando homens menos férteis, impotentes e com pênis menores

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A escritora e pesquisadora americana Shanna Swan, da Escola de Medicina Icahn, em Nova Iorque (EUA), escreveu um livro chamando Count Down, ‘Contagem Regressiva’ em tradução livre, que diz que os homens estão sendo tão afetados pela poluição que, no futuro, poderão levar à extinção da humanidade.

Como mostra o tabloide britânico Daily Star, micro plásticos e outros poluentes estão impedindo que bebês do sexo masculino se desenvolvam adequadamente. Em sua pesquisa que resultou na publicação do livro, Shanna descobriu que, nos últimos 40 a 50 anos, a contagem de espermatozoides nos homens que vivem nos países ocidentais caiu mais de 50%.

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Além disso, os meninos não estão nascendo apenas menos férteis, mas também com maior taxa de disfunção erétil e tamanho reduzido do pênis.

A pesquisadora diz que a enfrenta uma “crise existencial global”. “Em algumas partes do mundo, jovens com vinte e poucos anos, em média, são menos fértil atualmente do que seus avós aos 35”.

Entre os produtos químicos tóxicos que estão afetando a fertilidade masculina, Shanna Swan destaca os ftalatos, compostos usados para deixar os plásticos mais flexíveis, especialmente na indústria de embalagens de alimentos.

“Os ftalatos podem afetar a forma como certos hormônios vitais são produzidos”, explica a pesquisadora americana. Em experimentos, ratos de laboratório expostos a ftalatos tiveram bebês do sexo masculino com pênis e escroto menores e com contagens de esperma mais baixas.

“Os produtos químicos em nosso ambiente e o estilo de vida pouco saudável em nosso mundo moderno estão interrompendo nosso equilíbrio hormonal, causando vários graus de estragos reprodutivos. Os bebês estão entrando no mundo já contaminados com compostos tóxicos por causa das substâncias que absorvem no útero”, alerta Shanna.

Alguns desses produtos químicos, como os chamados PFAS, considerados compostos “eternos”, não são decompostos no meio ambiente ou no corpo humano. Em vez disso, se acumulam ao longo de décadas, impactando enormemente a fertilidade e gerando um efeito devastador no desenvolvimento dos bebês.

E os níveis cada vez mais altos desses compostos em nossos corpos podem levar à extinção da humanidade. Em seu livro Count Down, Shanna Swan cita que cinco fatores são usados para definir se uma espécie é considerada em risco de extinção. “Apenas um [desses fatores] precisa ser atendido. No estado atual das coisas, os humanos já atendem a, pelo menos, três [fatores de risco]”, diz a pesquisadora.

Com informações do TrendsBr

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