Reprodução/Redes Sociais
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Internada mais de 500 vezes, atleta tem alergia a fortes emoções: ‘rir pode me matar’

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Uma condição de saúde rara chamada de síndrome de Ativação dos Mastócitos acomete a ginasta inglesa Natasha Coates, de 27 anos. A jovem revelou ao jornal The Mirror que se sente como uma “bomba-relógio”. A doença afeta o sistema imune dos pacientes e pode desencadear fortes reações alérgicas no corpo. 

As crises ocorrem quando há uma ativação excessiva dos mastócitos, células que regulam as reações alérgicas. Essas células são hipersensíveis em quem sofre com a síndrome e podem levar o paciente a um choque anafilático, que se caracteriza por dificuldade para respirar, transpiração excessiva e sensação de bola presa na garganta.

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As crises podem ser causadas por um alimento, cheiro ou até mesmo risos e lágrimas, e quando ocorrem, o paciente deve ser levado imediatamente ao hospital. Natasha viveu um episódio assim há dois anos, quando precisou de cuidados médicos após um encontro com amigos no qual se divertiu bastante.

A ginasta contou que teve seu primeiro choque anafilático aos 18 anos durante um evento com muitas pessoas. “De repente, comecei a tremer, fiquei tonta e com dificuldade para respirar. Fui levada ao hospital com escolta da polícia”, ela relatou. Desde então, Natasha já foi internada mais de 500 vezes.

A mulher relata que todos os seus parentes e amigos são treinados para usar a caneta de adrenalina, o dispositivo evita o choque anafilático, e que ela carrega uma o tempo todo.

Os sintomas podem variar. As reações mais frequentes são:

  • vermelhidão, inchaço e coceira na pele;
  • diminuição da pressão arterial e aumento dos batimentos cardíacos;
  • sensação de desmaio;
  • náuseas, vômitos, diarreias  e dores abdominais;
  • sensação de falta de ar e nariz congestionado.

Tratamento

A doença não tem cura, mas os sintomas podem ser amenizados. A psicoterapia é uma boa aliada para a minimização dos efeitos, já que auxilia a reduzir o estresse físico e psicológico, dois fatores que costumam desencadear a ativação dos mastócitos.

O uso de medicamentos, a prática constante de exercícios físicos com supervisão e injeções de adrenalina também auxiliam no tratamento da síndrome.

Com informações do Metrópoles

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