Reprodução/Ascom IFPA
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Aluna que acusa professor do IFPA de assédio se recusa a participar de formatura em Ananindeua

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Uma estudante de 17 anos do Instituto Federal do Pará (IFPA), em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, que acusa de assédio o professor, identificado como Lair Aguiar de Meneses, vai se formar no ensino integrado técnico no curso de informática neste sábado, 14, e não irá para a celebração por conta do abuso que sofrido. O caso aconteceu em dezembro de 2019 durante uma visita técnica da turma que aluna faz parte a Mosqueiro. Atualmente o acusado é diretor geral da unidade.

Na terça-feira, 10, foi realizado o ensaio da formatura onde uma professora falou que Lair iria realizar um discurso e, em seguida, entregar o diploma. A garota ficou extremamente constrangida e indignada com a situação, assim como a própria mãe, que decidiu que a filha não iria a formatura de maneira alguma, caso o professor que a assediou estivesse lá. “Eu passei três anos me esforçando muito pra terminar o ensino medo e não poderei aproveitar minha formatura. Eu não tenho estabilidade psicológica para estar presente no mesmo ambiente que ele”, assumiu triste a estudante.

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A jovem contou que mesmo após anos, ainda sofre muito com toda situação. “Estou tentado escolher a palavras corretas para explicar o que aconteceu, pelo fato de não ter acontecido nada com ele. Fiz uma denúncia na ouvidora do Instituto após uma professora ter me aconselhado. Me sinto desanimada e triste ao saber que vou para minha colação e vou dar de cara com ele”, afirmou.

Do mesmo modo, a garota alegou que encaminhou um e-mail para o comitê da formatura pedindo para que o professor não comparecesse, mas recebeu apenas que “a solicitação foi encaminhada para análise jurídica”.

Uma professora, que preferiu não se identificar, disse ao Portal Roma News que até tentou conversar com os integrantes do comitê da colação de grau sobre a possibilidade de Lair não participar, devido o desconforto que a aluna tem. “Me coloquei no papel de mãe quando soube disso. Viramos uma leoa quando o assunto é os nossos filhos. Não temos posicionamento da direção geral ainda. Queremos um retorno”, disse.

Ainda de acordo com a denunciante, na época que o assédio foi revelado, ela chegou a conversar com a coordenação do IFPA e, até mesmo, a psicóloga, porém o retorno só veio após o caso ser noticiado. “Na época, a coordenação ignorou o fato. Existe processo administrativo que só foi aberto após o caso ser noticiado no final do ano passado. Procurei a psicóloga para conversar sobre o assunto, mas ela não deu encaminhamento”, esclareceu.

A formatura será realizada às 18h no Teatro da Usina da Paz, localizada no bairro do Icuí, em Ananindeua, próxima ao IFPA, e contará com 16 formandos e o seus respectivos convidados

O boletim de ocorrência foi feito em novembro do ano passado na Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca), também em Ananindeua. A estudante contou que demorou para falar sobre o assédio por medo de acusar o professor e ser perseguida e também por temer a reação dos pais.

RELEMBRE O CASO

Em entrevista ao Portal Roma News, a mãe da estudante relatou que o professor, que na época era diretor de ensino do IFPA em Ananindeua, teria entrado no quarto da jovem na pousada, onde a turma estava hospedada, e a surpreendido apenas de calça jeans e sutiã.

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