A primeira imagem do buraco negro da Via-Láctea

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Em 2019 presenciamos a primeira imagem de um buraco negro na história da humanidade, o buraco negro supermassivo chamado Messier 87, que está a 55 milhões de anos-luz da Terra na galáxia de mesmo nome. Em 2022 finalmente foi revelada a primeira imagem do buraco negro supermassivo que está no centro de nossa galáxia Via-Láctea, o Sagitário A*. A imagem é fruto de muito trabalho do Telescópio Horizonte de Eventos (EHT). O buraco está a uma distância de 27 mil anos-luz da Terra, o que significa que estamos olhando como ele era há 27 mil anos. E sim, mesmo estando na nossa galáxia ele está muuuuito distante de nós.

Especulava-se a existência do buraco negro no centro da nossa galáxia há muito tempo, as evidências foram aparecendo nos anos 70. A existência desse monstro gravitacional foi ficando mais clara por conta das perturbações vistas naquela região do espaço, sobretudo nas estrelas. Ao longo dos anos foram reunidas várias evidências de que lá era o lar do buraco negro supermassivo. Até onde se sabe pode ser comum a existência de buracos negros supermassivos no centro de galáxias, como é o caso da nossa. O nome Sagitário A* (lê-se Sagitário A-estrela) foi dado pela localização, ele está próximo à constelação de sagitário.

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Mas o que seria um buraco negro?

Um buraco negro ao contrário do que se pensa não é um ralo universal que suga tudo sem parar, é uma região do espaço que possui uma tremenda força gravitacional, no entanto atrai fortemente somente os objetos que se aproximam, atraindo também a luz. Por este motivo, é difícil de se “observar” um buraco negro. Na verdade, ninguém consegue ver os buracos, o que conseguimos observar é o disco de acreção (material visível) ao redor deles. Observe a beleza da primeira imagem do buraco negro Sagitário A*. Ele está bem no centro e o que observamos é apenas a matéria como poeira e gases brilhantes ao redor.

Sagitário A* o buraco negro que está no centro da nossa galáxia. Imagem: EHT.

A imagem foi obtida através da utilização de 8 radiotelescópios situados em diversas regiões do planeta. Conectando esses telescópios os astrônomos fizeram os radiotelescópios funcionarem como um único telescópio gigante, o que possibilitou a captura da imagem. O Sagitário A* é o segundo buraco negro na história a ter uma imagem capturada pela colaboração internacional do EHT. Veja abaixo a animação que simula a captura da imagem.

Qual a importância da descoberta?

Vivemos na nova era da astronomia e da exploração espacial. Estamos observando a exploração do planeta Marte com robôs, viagens de civis para o espaço, novos telescópios para estudar os astros e as primeiras imagens de buracos negros. Esse é mais um marco incrível para a ciência! Estudar buracos negros como o Sagitário A* amplia o nosso conhecimento sobre a formação dos sistemas solares, sobre como os buracos negros se comportam em galáxias, diminui os mistérios do universo e desvenda um pouquinho a nossa existência.

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