Papa Francisco viaja ao Canadá onde vai pedir desculpas a povos indígenas por abusos da Igreja

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Neste domingo, 24,  o Papa Francisco, iniciou uma visita de seis dias ao Canadá onde pedorá desculpas aos povos indígenas pelos abusos cometidos por missionários em escolas residenciais administradas pela Igreja Católica.

O líder da igreja católica, foi recebido pelo primeiro-ministro canadense Justin Trudeau e Mary May Simon, que é a primeira governadora geral indígena do Canadá.

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A bordo do avião, o Papa disse aos repórteres que essa era uma “viagem penitencial” e pediu orações em particular aos idosos. “Venho entre vocês para me encontrar com os povos indígenas. Espero que com a graça de Deus, minha peregrinação penitencial possa contribuir para o caminho de reconciliação já iniciado. Por favor, acompanhe-me com a oração”, escreveu ele, no Twitter.

A visita será de seis dias e será totalmente dedicada às populações indígenas ameríndias que hoje representam 5% dos habitantes do Canadá e que são identificadas em três grupos: Primeiras Nações, Métis e Inuit. Estes últimos foram submetidos durante décadas a uma política de assimilação forçada, fundamentalmente através de um sistema de pensões para crianças, subsidiado pelo Estado, mas administrado principalmente pela Igreja.

Cerca de 150.000 crianças desses grupos foram matriculadas desde o final do século XIX até a década de 1990 em 139 escolas residenciais, onde passaram meses ou anos isoladas de suas famílias, idioma e cultura. Muitos deles foram abusados física e sexualmente por diretores e professores e até 6.000 morreram de doenças, desnutrição ou negligência.

Os grupos indígenas estão buscando mais do que palavras, enquanto pressionam pelo acesso aos arquivos da Igreja para saber o destino das crianças que nunca retornaram das escolas residenciais. Eles também querem justiça para os abusadores, reparações financeiras e a devolução de artefatos indígenas mantidos pelos Museus do Vaticano.

“Este pedido de desculpas valida nossas experiências e cria uma oportunidade para a Igreja reparar relacionamentos com povos indígenas em todo o mundo”, disse o Grande Chefe da Confederação do Tratado Seism George Arcand Jr.  Mas enfatizou: “Não termina aqui, há muito a ser feito. É um começo”.

Com informações: O Estadão

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