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Policial chefe em Delegacia da Mulher é investigado e afastado das funções por violência doméstica

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O chefe de investigações da Delegacia Especial de Proteção à Mulher (Deam) de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro, foi denunciado à Justiça pelo Ministério Público por suspeita de agredir a ex-companheira. O inspetor Marcos André de Oliveira dos Santos, 50, é investigado por lesão corporal, injúria, ameaça e violência psicológica contra a ex-companheira, que é advogada e tem 29 anos. Pela denuncia, ele está afastado das funções.

A ex-companheira gravou momentos das agressões e ameaças em diversos áudios e na denuncia à Polícia, ela afirmou que as agressões começaram por ciúmes. O advogado que representa o inspetor diz que o cliente ainda não foi notificado da denúncia. A defesa disse que aguarda intimação da denúncia para esclarecer os fatos.

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Em nota, a Polícia Civil disse que a corregedoria da corporação indiciou o inspetor por violência doméstica. Após apuração dos fatos em sindicância, foi aberto um processo administrativo disciplinar, que está em andamento. A corporação declarou ainda que o policial foi afastado da Deam.

Os dois se conheceram em fevereiro de 2021, na delegacia, quando ela buscava cópia de um inquérito na unidade especializada em casos em que a mulher é vítima de violência. Dois meses depois, o agente foi morar na casa dela e eles se relacionaram por cerca de um ano.

No entanto, a denúncia da Promotoria diz que o policial passou a controlar as roupas que ela vestia, a proibi-la de ter amigos e de frequentar academia com profissionais do sexo masculino, assim como também começou a controlar suas conversas telefônicas e comunicações em redes sociais, tendo ainda afastado a vítima de seus familiares.

A denúncia da Promotoria, diz também que, com o tempo, “o acusado ficou mais agressivo, passando a xingar, humilhar e desferir tapas no rosto e na cabeça da vítima durante as discussões, que em sua maioria eram motivadas por ciúmes”. A primeira ameaça teria acontecido no Réveillon de 2021 para 2022, quando ele não permitiu que a vítima festejasse com a própria família.

Pouco mais de duas semanas depois, a moça foi agredida com tapas na cabeça e puxões de cabelo. O policial não aceitava o fim do relacionamento e passou toda a madrugada xingando, humilhando, ameaçando e agredindo fisicamente a ex-companheira.

Já no mês de fevereiro de 2022, Santos xingou e cuspiu no rosto da ex-companheira. Em outro momento, imobilizou a vítima por cerca de três horas, que foi obrigada a sentar em uma cadeira.A advogada disse que tentou terminar o relacionamento, por não aguentar mais o “ciúme doentio” do policial. Mas, ainda segundo a denúncia, ele não aceitou o término e teria feito mais uma série de ameaças.

Atualmente, a Justiça proibiu que o suspeito se aproxime da ex e de sua família. A advogada também passou a fazer tratamento com psicóloga.

Com informações do UOL

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