Wilson Dias/Agência Brasil
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Acusados de incêndio na Boate Kiss são soltos após anulação de julgamento

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Na noite da última quarta-feira, 3, os quatro acusados pelo incêndio na Boate Kiss deixaram a prisão como consequência da anulação do julgamento, decidida pelo TJ-RS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul) no mesmo dia. O incêndio na boate aconteceu durante a madrugada do dia 27 de janeiro de 2013, em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul. Ao todo, a tragédia deixou 242 mortos e 636 feridos. A maior parte das vítimas eram estudantes com idades de 17 a 30 anos, moradores da cidade.

Os primeiros a deixar a prisão foram Luciano Bonilha Leão e Marcelo Jesus dos Santos, respectivamente produtor e músico da banda Gurizada Fandangueira, que se apresentava no dia do incêndio. A dupla estava no Presídio Estadual de São Vicente do Sul. Ao sair do cárcere, Luciano disse que eles não são assassinos, mas sim vítimas de uma tentativa de vingança. Pouco depois, Mauro Hoffmann e Elissandro Spohr, sócios da Kiss, deixaram a Penitenciária Estadual de Canoas. Os quatro homens foram condenados em dezembro de 2021.

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Para a decisão de anular o julgamento, o TJ-RS acolheu parte dos recursos que as defesas utilizaram para questionar o resultado do júri no caso. Na justificativa da anulação, foi citado que “Os atos praticados foram atípicos. As regras vigentes foram descumpridas. Foram descumpridas no sorteio de número excessivo de jurados, e foram descumpridas na realização de três sorteios, sendo o último flagrantemente fora do prazo legal, a menos de 10 dias úteis da data da instalação da sessão”. Embora a anulação da sentença tenha levado a soltura dos réus, haverá uma nova data para um novo júri, que ainda será definida.

Com informações do Poder 360

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