Reprodução/Foto: Paulo Pinto
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Mais de 12 mil ovos são apreendidos e descartados em Irituia

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Uma equipe da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) interceptou na última quinta-feira, 4, em Irituia, no nordeste do estado, dois caminhões que faziam o transporte de mais de 12 mil ovos oriundos de granjas da região.

A carga foi apreendida e precisou ser destruída porque não havia registro de que os produtos passaram por inspeção sanitária da Agência, uma exigência da legislação que normatiza a produção e o comércio de produtos de origem animal.

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Os ovos estavam distribuídos em um total de 34 caixas contendo 12 cubas cada uma, uma média de 360 ovos por caixa, o que corresponde a algo em torno de 12.240 ovos.

Os responsáveis pelas cargas foram autuados e os produtos foram destruídos porque não era possível comprovar se estavam aptos ao consumo. “Não podemos correr o risco de expor a população com alimentos cuja procedência não pode ser identificada. É um cuidado, garantido pela legislação, uma vez que não se tem garantia de que aqueles ovos foram manipulados em condições higiênico-sanitárias adequadas”, explicou a médica veterinária Adriele Cardoso, diretora em exercício de Defesa e Inspeção Animal da Adepará.

De acordo com a Adepará, as granjas avícolas de produção de ovos, independente do seu tamanho, devem ter registros com descrição dos dados de produção de ovos, vacinações realizadas, medicamentos utilizados, morbidade e mortalidade diárias. Essas informações possibilitam o gerenciamento da granja.

A agência faz o alerta aos consumidores que os alimentos processados de forma clandestina não adotam as exigências sanitárias preconizadas pela legislação, colocando em risco a saúde do consumidor. No caso dos ovos, a contaminação por Salmonella é a mais comum, podendo acarretar problemas intestinais graves em quem eventualmente consumir o produto.

Os fiscais agropecuários da Adepará reforçam que ovos que são comercializados devem, obrigatoriamente, ter registro sanitário garantido pelo Programa Estadual de Sanidade Avícola da Adepará, além de responsável técnico e registro no serviço de inspeção oficial (SIM, SIE, SIF, Artesanal, SISBI), no qual a empresa terá autorização para fazer a recepção, higienização e embalagem dos produtos oriundos das granjas.

“Nesses locais, os ovos passam por processos, como a ovoscopia, que utiliza uma fonte de iluminação, permitindo verificar se há presença de fungos, sangue, ruptura da gema ou mesmo trinca na casca, que indicam ou potencializam a contaminação dos alimentos”, acrescentou a diretora, que alertou a população a sempre verificar na hora da compra se os produtos apresentam o selo de inspeção da Adepará.

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