Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
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Cesta básica dos paraenses voltou a ficar mais cara

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Pesquisas do DIEESE/PA mostram que em Julho de 2022, pelo sétimo mês consecutivo este ano, o custo da Alimentação Básica dos paraenses voltou a ficar mais caro. Segundo o órgão, a Cesta Básica dos paraenses calculada custou R$ 633,14 comprometendo na sua aquisição mais da metade do atual Salário Mínimo de R$ 1.212,00, em vigor desde 1 de Janeiro de 2022.

Ainda de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, efetuada pelo DIEESE, em Julho de 2022, das 17 capitais pesquisadas, 10 apresentaram recuos de preços e nas sete restantes houveram quedas.

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As pesquisas do DIEESE/PA mostram ainda que, no mês passado, a maioria dos preços dos produtos que fazem parte da Cesta Básica dos Paraenses, comercializada em Belém (Capital), apresentaram aumentos, com destaque para a Manteiga com alta de 8,88%, seguido do Leite com alta de 7,96%; Café com alta de 1,50%; Feijão com alta de 1,37%; Pão com alta de 1,35%; Farinha de mandioca com alta de 0,55%; Carne Bovina com alta de 0,23% e da Banana com alta de 0,13%. Na outra ponta, os produtos da Cesta Básica dos paraenses que apresentaram queda no mês passado (Julho/2022) foram os seguintes: Óleo de cozinha (soja) com recuo de 11,72%; seguido do com queda de 5,61%; Açúcar com queda de 3,38% e do Arroz com queda de 0,38%.

No mês passad, o custo da Cesta Básica para uma família padrão paraense, composta de dois adultos e duas crianças, ficou em R$ 1.899,42 sendo necessários, portanto aproximadamente 1,56 salários mínimos (baseado no valor do Salário Mínimo atual de R$ 1.212,00 em vigor desde 01.01.2022) para garantir as mínimas necessidades do trabalhador e sua família, somente com alimentação.

A pesquisa da Cesta Básica de alimentos dos paraenses comercializada em Belém Capital, no mês de Julho de 2022, mostra ainda, que para comprar os 12 itens básicos da Cesta, o trabalhador paraense comprometeu 56,47% do atual Salário Mínimo de R$ 1.212,00 em vigor desde 01.01.2022, e teve que trabalhar 114 horas e 56 minutos das 220 horas previstas em Lei.

O Balanço efetuado pelo DIEESE/PA mostra ainda que nos sete primeiros meses deste ano (Jan-Jul/2022), o custo da Cesta Básica dos paraenses acumula alta de 13,70% percentual bem superior a inflação estimada em torno de 5,50% (INPC/IBGE) para o mesmo.

Ainda de acordo com as pesquisa, nos sete primeiros meses deste ano , todos os produtos que fazem parte da Cesta Básica dos paraenses apresentaram aumentos de preços, com destaque para o Feijão com reajuste acumulado de 35,82%; seguido do Leite com alta de 29,32%; Óleo de cozinha (soja) com alta de 21,06%, Pão com alta de 20,59%; Café com alta de 20,19%; Manteiga com alta de 19,55%; Banana com alta de 10,41%; Carne Bovina com alta de 8,88%; Tomate com alta de 8,75%; Açúcar com alta de 6,73%; Arroz com alta de 5,02% e da Farinha de mandioca com alta de 0,41%.

Ainda de acordo com o Balanço efetuado pelo DIEESE/PA, nos últimos 12 meses (Jul/2021-Jul/2022), o custo da alimentação básica no Pará também ficou mais caro. No período analisado, a Cesta Básica comercializada em Belém apresentou reajuste acumulado de 21,14% contra uma inflação estimada em torno de 12,00% para o mesmo período.

Ainda segundo o DIEESE/PA, nos últimos 12 meses, todos os produtos que fazem parte da Cesta Básica apresentaram aumentos de preços, com destaque para o Café com alta acumulada de 66,16%; seguido do Tomate com alta de 41,82%; Leite com alta de 31,44%; Açúcar com alta de 28,03%; Pão com alta de 27,05%; Feijão com alta de 25,49%; Manteiga com alta de 23,61%; Óleo de cozinha (soja) com alta de 22,28%; Banana com alta de 12,95%; Carne Bovina com alta de 10,32%; Arroz com alta de 7,61% e da Farinha de mandioca com alta de 1,40%.

As pesquisas mostram ainda que, com base no maior custo apurado para a Cesta Básica Nacional e levando em consideração o preceito Constitucional, que estabelece que o Salário Mínimo deva ser suficiente para alimentar o trabalhador e sua família, suprindo suas necessidades com alimentação, educação, moradia, saúde, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, neste sentido o DIEESE estima mensalmente o valor do Salário Mínimo necessário. No mês passado (Julho/2022), o Salário Mínimo oficial foi de R$ 1.212,00, mas o Salário Mínimo necessário para atender os preceitos constitucionais para uma família deveria ter sido de R$ 6.388,55 este valor é cerca de 5,27 vezes maior que o Salário Mínimo atual de R$ 1.212,00 (em vigor desde 01.01.2022). O valor do Salário Mínimo necessário é calculado de acordo com a determinação da Lei que estabeleceu os valores da Cesta Básica Nacional (decreto-lei N° 399/38) e também com base nos preceitos Constitucionais que norteiam o Salário Mínimo.

No mês passado (Julho/2022), das 17 Capitais pesquisadas, São Paulo foi quem apresentou o maior valor da Alimentação Básica com o custo de R$ 760,45; seguida de Florianópolis com o custo de R$ 753,73 e de Porto Alegre com o custo de R$ 752,84. Na outra ponta, os menores valores médios da Cesta foram observados em Aracaju com o custo de R$ 542,50; seguida de João Pessoa com o custo de R$ 572,63 e Salvador com o custo de R$ 586,54. Ainda no mês de Julho/2022, no Balanço Nacional, Belém ficou entre as doze capitais mais caras do país no que diz respeito ao custo da alimentação básica (tabela 1). Ainda segundo as pesquisas do DIEESE/PA, em termos de variação, no mês passado (Julho/2022), entre as 17 capitais que apresentaram elevações de preços, a maior alta foi verificada em Vitória com reajuste de 1,14%, seguida de Salvador com alta de 0,98% e Brasília com alta de 0,80%. Na outra ponta, a maior queda foi registrada em Natal Alegre com recuo de 3,96% seguida de João Pessoa com queda de 2,40% e de Fortaleza com queda de 2,37%.

Com informações: Dieese/Pa

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