Fux considera constitucional punir motorista que recusa bafômetro

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, durante seu voto no julgamento que avalia a legalidade das punições aos motoristas que se recusarem a fazer o teste do bafômetro, considerou constitucional a prática. O STF iniciou na última quarta-feira, 18, e deve retomar nesta quinta, 19, a análise de três ações que questionam trechos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Além da análise sobre a legalidade da punição para quem recusar o bafômetro, a Suprema Corte também julga a proibição da venda de bebidas alcoólicas nas rodovias e a tolerância zero ao álcool no volante. Na avaliação do ministro, que é o relator das ações, “há um consenso de que o melhor dos mundos” é não permitir qualquer nível de álcool para quem estiver ao volante.

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“Não há um nível seguro de alcoolemia na condução dos veículos. Todo condutor tendo ingerido álcool deixa de ser considerado um motorista responsável”, afirmou.

Sobre a obrigatoriedade do teste do bafômetro, Fux considerou que “o risco de ser fiscalizado tem uma capacidade de dissuasão”. O ministro alegou ainda que o teste é necessário em um país que sofre dos usos nocivos do álcool no trânsito.

Pela regra atual, o CTB prevê multa para quem se recusa a fazer “teste, exame clínico, perícia ou outro procedimento que permita certificar influência de álcool ou outra substância psicoativa”.

Além da aplicação de multa, há suspensão do direito de dirigir por 12 meses, recolhimento da habilitação e retenção do veículo.

Com informações do Pleno News

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