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Ouça: advogado de suspeito no desaparecimento de criança de 2 anos no Marajó, diz que ele fugiu por temer perder a vida

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Em conversa com o portal Roma News nesta terça-feira, 26, o advogado de defesa do suspeito no desaparecimento da pequena Elisa Ladeira, de 2 anos, no município de Anajás, no arquipélago do Marajó, afirma que Renan Braga fugiu por medo de perder a vida. O suspeito acabou morrendo na madrugada da última segunda-feira, 25, na Central de Triagem da Marambaia, em Belém.

Segundo o advogado Adaian Lima, afirma que Renan só fugiu por temer a vida, pelo fato da revolta da população em relação ao caso do desaparecimento de Elisa.

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“Ele só foi preso por que cometeu um crime de obstrução no trabalho da Justiça. Quando ele estava sob custódia, ele não tinha nem prisão que era de cinco dias e ia vencer agora quinta, ele decidiu fugir de nervoso, por medo”, iniciou o advogado.

Ele conta que o suspeito tinha medo de ser preso devido às circunstâncias que levariam a prisão.

“Ele fugiu porque ficou com medo da prisão, propriamente dita. Ele ficou com medo das circunstâncias que poderiam culminar na prisão. Tendo em vista ele ser evangélico, ele morar em uma comunidade que tinha um certo respeito social, e ele ficou com constrangimento. Consequentemente, ele teve a oportunidade e fugiu”, disse Adaian.

Foi a partir dessa situação que o advogado iniciou a negociação para que Renan se entregasse para a Justiça. Ele ainda conta que apresentou ao promotor do caso, a manifestação do suspeito de se entregar temendo perder a vida. O advogado ainda fala, que o suspeito estava debilitado quando foi encontrado, após dois dias sem se alimentar. Foi então que o suspeito foi preso e transferido para a capital paraense.

Ele ainda explica que o principal medo era perder a vida, pelo fato da população estar revoltada com a situação do desaparecimento.

“Mas depois eu compreendi que a grande problemática dele não era a preocupação com a força policial, era a população e as pessoas revoltadas com o que estava acontecendo. Então ele temia pela vida dele”, concluiu o advogado do suspeito.

Ouça:

Pós-morte

Após a morte do suspeito, a defesa solicitou à Secretaria de Segurança Pública do Estado a continuidade das buscas da criança. Segundo o advogado Adaian Lima, a família de Renan também atua nas buscas. “O que eu vou trabalhar, é que mesmo o meu cliente estando morto, provar que ele não teve culpa e responsabilidade por esse desaparecimento”, afirmou.

O caso

Elisa desapareceu por volta das 10h do sábado, 16, quando brincava com outras crianças em uma trilha conhecida na Vila Carmelo, na comunidade do Zinco, no Alto Rio Anajás, segundo informações do Conselho Tutelar. Até o momento, a criança não foi encontrada.

Já no domingo, 17, uma intensa força-tarefa foi mobilizada na região, com equipes de busca e resgate dedicadas a vasculhar a área em busca de rastros que possam levar à localização da criança. Bombeiros Militares de Breves e policiais do Batalhão de Ações com Cães (BAC) da PM foram integrados aos trabalhos de busca. Moradores também se mobilizaram para ajudar a encontrar a criança.

Na terça-feira, 19, Renan Braga e Fabiano foram presos suspeitos pelo desaparecimento de Elisa. Fabiano foi interrogado e liberado após as investigações apontarem que ele não teria envolvimento no caso. Na quarta-feira, 20, durante uma reconstituição no local onde a criança sumiu, Renan conseguiu fugir da polícia. Na última sexta-feira, 22, Renan se entregou à Polícia Civil e compareceu acompanhado de um advogado.

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