Foto: TJPA
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Familiares de vítimas de naufrágio em Cotijuba fazem protesto em Belém

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Após quase oito meses do naufrágio que vitimou 23 pessoas, na Ilha de Cotijuba, em Belém, familiares realizaram um protesto na manhã desta terça-feira, 2, cobrando às autoridades por respostas e justiça.

A manifestação foi feita devido à audiência de instrução e julgamento do condutor da lancha Dona Lourdes II, Marcos de Souza Oliveira, que estava marcada para esta terça-feira, porém foi adiada pelo Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) e ainda não tem data definida.

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De acordo com o TJPA, o promotor Edson Souza pediu adiamento da audiência alegando que falta documentação de vítimas e sobreviventes para somar ao caso. Na audiência, é esperado que 16 testemunhas sejam ouvidas e em seguida, o réu passará a ser interrogado. Até o momento, Até o momento, o condutor Marcos de Souza, um dos 66 sobreviventes é o único indiciado pelo naufrágio.

Marcos chegou a ser preso no dia 13 de setembro, após ser declarado foragido, já que o mandado de prisão contra ele foi expedido um dia após o naufrágio, no dia 9 de setembro. O mandado de prisão foi expedido após o crime ser considerado homicídio doloso. Com agravantes de outros crimes, como omissão de socorro.

Em dezembro de 2022, a justiça do Pará concedeu habeas corpus a Marcos Oliveira, durante sessão da Seção de Direito Penal do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), conduzida pela desembargadora Maria de Nazaré Silva Gouveia dos Santos. O alvará de soltura foi assinado pelo desembargador José Roberto Pinheiro Maia Bezerra Júnior.

Relembre o caso

A embarcação Dona Lourdes II saiu da ilha de Marajó para a capital paraense, e afundou perto da Ilha de Cotijuba, no dia 8 de setembro de 2022. O barco não tinha autorização para navegar e partiu de um porto clandestino. A bordo estavam mais de 80 pessoas e 23 morreram. Não havia número oficial de passageiros.

Entre os relatos dos sobreviventes afirmam que o condutor da embarcação teria demorado a chamar socorro quando o barco começou a afundar, além de não orientar os ocupantes do barco e não distribuir os coletes salva-vidas.

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