Hospital em Marabá promove ações de conscientização sobre doação de órgãos

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Setembro Verde é o mês de conscientização e incentivo à doação de órgãos. Para celebrar a data, o Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP) realizou nesta quarta-feira, 28 , em Marabá, ações educativas para pacientes e colaboradores. De acordo com dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), mais de 50 mil brasileiros aguardam na fila de espera para receber transplante de órgãos.

O trabalho de sensibilização na unidade, que pertence ao Governo do Pará e é gerenciada pela Pró-Saúde, foi realizado pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT). Com a distribuição de material informativo e a realização de palestras de conscientização, a unidade buscou desmitificar tabus e esclarecer dúvidas comuns sobre o assunto, ressaltando que a doação de órgãos é uma prática que pode salvar vidas.

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O autônomo José Silva, de 50 anos, que estava no hospital para consulta neurológica, foi um dos participantes. “Já manifestei para a minha família que no momento da minha partida, se possível, doem todos os órgãos. É meu desejo contribuir para que outras pessoas possam ter uma vida melhor”, destaca. José ressalta ainda que é importante a realização de ações de conscientização para estimular que mais pessoas realizem a doação de órgãos.

Segundo o médico da Pró-Saúde, Cassiano Barbosa, membro da CIDHOTT do Regional, é possível doar rim, fígado, coração, pâncreas, pulmão, córnea, pele, ossos, válvulas cardíacas, cartilagem, medula óssea e sangue de cordão umbilical. “Existem dois tipos de doadores: o vivo e o falecido. O primeiro deve ser uma pessoa maior de idade, juridicamente capaz e saudável, que concorde com a doação, desde que não prejudique a sua própria saúde. Já no caso do doador falecido, é necessário o diagnóstico de morte encefálica ou óbito causado por parada cardiorrespiratória”, explica. O profissional ressalta que em casos de doação em vida, o médico avalia a história clínica do doador e as doenças prévias. Pela legislação, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Em casos em que não há parentesco, é necessário autorização judicial

Marcio Costa, médico neurocirurgião que atua no HRSP, lembra que em maio desse ano, o Hospital Regional de Marabá realizou o procedimento inédito de captação de órgão, com a retirada de córneas, após o consentimento de familiares de um paciente de 27 anos, com morte encefálica. “A morte encefálica consiste na parada total e irreversível das funções cerebrais. Nesses casos, ainda que os demais órgãos continuem em funcionamento, por meio da utilização de aparelhos, infelizmente o paciente não voltará à vida. Neste momento, a família pode realizar um grande gesto de amor, autorizando a doação”, enfatiza o médico.

De acordo com assistente social Valdejane Barros, membro da CIDHOTT, o Setembro Verde visa conscientizar a sociedade sobre a importância de ser doador e o impacto deste ato de amor e generosidade na vida de várias pessoas. “No país, após o falecimento, o procedimento de doação de órgãos só é realizado com autorização da família. Por isso é fundamental que você converse com seus parentes e manifeste o seu desejo de se tornar doador”, ressalta.

Conheça os critérios adotados pelo Ministério da Saúde para Doação:

Quem pode ser doador de órgãos e tecidos?

Todos podemos ser doadores de órgãos desde que não sejamos portadores de doenças transmissíveis, de infecções graves e de câncer generalizado.

E quem não pode ser doador?

Não podem ser doadores as pessoas com doenças infecciosas incuráveis e câncer generalizado, ou ainda as pessoas com doenças que, pela sua evolução, tenham comprometido o estado dos órgãos. Também estão excluídos do direito de doar as pessoas sem identidade ou menores de 21 anos sem a autorização dos responsáveis.

Fonte: Ascom/HRSP

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