Alana Machineri/COIAB
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Liderança indígena do Pará ganha Prêmio Goldman de Meio Ambiente 2023

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Alessandra Korap Munduruku, liderança indígena da região do Médio Tapajós, oeste do Pará, foi uma das seis vencedoras do Prêmio Goldman de Meio Ambiente de 2023, concedido anualmente desde 1990 a seis ativistas de diferentes regiões – África, Ásia, Europa, Ilhas e Nações-Ilhas e Américas (do Norte, do Sul e Central).

A paraense foi escolhida por sua dedicação e liderança na luta incansável do povo Munduruku pela defesa de seu território e dos direitos dos povos indígenas em uma campanha para evitar que a empresa britânica de mineração Anglo American prosseguisse com seus planos de extrair cobre em territórios indígenas, e o papel decisivo da Alessandra nesse processo, foi central para a escolha de seu nome para o recebimento do prêmio.

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Em maio de 2021, a mineradora se comprometeu formalmente a retirar 27 pedidos de pesquisa aprovados pela Agência Nacional de Mineração em territórios indígenas nos estados de Mato Grosso e do Pará. Desses pedidos, 13 impactavam diretamente o território de Alessandra, a Terra Indígena Sawré Muybu no médio Tapajós.

Os outros seis vencedores, selecionados por um júri internacional a partir de indicações confidenciais feitas por uma rede mundial de organizações ambientais e indivíduos, são da Zâmbia, Indonésia, Turquia, Finlândia e Estados Unidos.

Conheça Alessandra Korap Munduruku

Alessandra nasceu e foi criada na Aldeia Praia do Índio, uma reserva indígena Munduruku localizada às margens do rio Tapajós, na cidade de Itaituba, sudoeste do Pará. O Tapajós é um dos rios amazônicos mais importantes – e um dos últimos grandes afluentes do Amazonas que ainda não foi barrado para geração de energia.

Aos 39 anos, Alessandra Munduruku é a quarta brasileira a ser homenageada com o prêmio na categoria América do Sul e Central. Em 2006, o ambientalista Tarcísio Feitosa recebeu o prêmio por sua trajetória em defesa da região do Xingu e da Terra do Meio, no Pará. A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva foi reconhecida por sua atuação na criação das Reservas Extrativistas no Acre em 1996.

Alessandra viajou acompanhada do grande Cacique Juarez Saw Munduruku. A premiação será feita ao vivo nesta segunda-feira, 24, em São Francisco, Califórnia, e quarta-feira, 26, em Washington, capital dos Estados Unidos.

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