Reprodução: Redes Sociais
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Prefeito de Castanhal, no Pará, debocha de mãe que denuncia atraso na medicação do filho

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Após uma mãe, identificada como Bruna Melo, usar as redes sociais para denunciar o atraso de quatro meses na entrega do medicamento do filho de 9 anos, portador de uma doença rara, o prefeito de Castanhal Paulo Titan (MDB), respondeu à publicação de forma debochada e foi bastante criticado na web.

Bruna Melo fez o comentário em uma publicação da deputada estadual Paula Titan (filha de Paulo), para questionar o atraso do medicamento, pois segundo decisão judicial, deveria ser fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da prefeitura ou do governo estadual. Em seguida, o prefeito respondeu ao comentário de forma debochada. “Não aceito é drama através de rede social”. Veja:

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Bruna compartilha o dia a dia do filho nas redes sociais, Miguel é portador de megacólon congênito, uma doença que impede o intestino de funcionar, por não ter as células ganglionares, responsáveis por estimular o bom funcionamento, criando o fecaloma (massa de fezes endurecidas) e deixa o cólon grande. E também retocolite ulcerativa, doença que provoca úlceras sangrentas no ânus. As duas doenças não tem cura, apenas tratamento.

A partir disso, um dos cuidados necessários para que Miguel tenha uma vida minimamente saudável são feitos a partir da ingestão de um leite especial, o Modulen, voltado à retocolite e que chega a custar, cada lata, mais de R$ 300. Sem condições para custear, Bruna conseguiu por meio de uma decisão judicial, que o leite fosse fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do estado ou do município de Castanhal, que desde 2019 passou entregar o leite.

No último dia 24, o município de Castanhal entregou 11 latas de Modulen referentes ao mês de março, mas não deu as outras 44, dos quatro meses que ainda faltam.

Em nota, a prefeitura de Castanhal explicou o motivo dos atrasos e disse que o prefeito “lamenta o ocorrido e ainda mais que suas palavras possam ter gerado um equívoco de interpretação”.

Leia a nota na íntegra:

“A prefeitura municipal é ciente quanto ao problema de falta de alimentos especiais pelo qual passa a secretaria de saúde. No caso em específico, informa que acompanha o paciente desde 2014, dando todo o suporte para a criança em questão. Ressalte-se que existe processo judicial em que Estado e Municipio são responsaveis pela dispensação do alimento, mas, o município vinha arcando sozinho com a entrega.

Este ano, o governo do Estado foi acionado para arcar com a despesa da alimentação especial, mas, está em processo licotatório para a aquisição da fórmula, razão pela qual o município realizou a entrega de 11 latas referente ao mês de março, porém não existe respaldo legal para a dispensação retroativa.

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