Foto: Marcelo Seabra/Agência Pará
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Sespa destaca cuidados para evitar a ‘Doença da Urina Preta’

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Apesar de ser uma patologia rara, o povo paraense deve estar atento para a Doença de Haff ou “Doença da Urina Preta”, afinal, o consumo de peixes e outros tipos de pescado, como crustáceos e moluscos, é um costume comum em todo o estado e é uma das principais formas de contaminação pela doença. Por isso, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) reforça as informações sobre os cuidados a serem tomados pela população do Pará.

Os principais sintomas da doença, além do escurecimento da urina, que fica com coloração de café, são uma ocorrência súbita de dor e rigidez muscular. Outros sintomas que podem ocorrer são dores na área torácica, falta de ar, câimbras, dormência e perda de força no corpo inteiro. Se estes sintomas aparecerem menos de 24 horas após a ingestão de pescados, é possível que seja um caso de Doença de Haff.

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É importante destacar que não há método de diagnóstico para confirmação de Haff com exatidão através de exames, por essa razão, os casos da doença são considerados suspeitos com a presença dos sintomas associados à ingestão de pescados e exclusão de outros diagnósticos.

É fundamental que, ao apresentar os sintomas da Doença de Haff, a pessoa procure atendimento imediato em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), afinal, o tratamento precoce é sempre um fator fundamental para a cura, além de que a notificação pode ajudar na identificação de novos casos.

A equipe de saúde da Unidade, além de iniciar o tratamento, irá avaliar as causas e acionar os órgãos competentes para a identificação de outras pessoas que possam ter ingerido o mesmo alimento. Para isso, a Sespa instrui a população que conserve os alimentos suspeitos para que sejam coletados pela Vigilância Sanitária para que, assim, seja feita uma análise laboratorial.

Em 2022, até o mês de setembro, o Pará teve a notificação de 60 casos, com um óbito. O município com o maior número de casos suspeitos é Santarém, com 42.

Cuidados com o pescado

A causa da doença permanece desconhecida, já que os estudos que buscam identificar o(s) agente(s) causador(es) da doença em restos de alimentos de casos suspeitos, na água e em organismos aquáticos, não foram conclusivos. Dessa forma, é necessário adotar cuidados gerais envolvendo desde a compra até a manipulação do pescado em casa.

Recomenda-se que a compra seja feita em locais limpos, devidamente organizados, com boa estrutura de armazenamento e atento na higienização das pessoas que manipulam o pescado.

Em supermercados e peixarias, por exemplo, o pescado deve ficar em balcões frigoríficos ou freezers fechados, com temperatura entre 0° e 3°C e, em média, a 20ºC negativos, respectivamente. Também é permitido que os peixes fiquem em mesas metálicas com pelo menos 70% do local coberto por gelo.

No caso de pescados embalados, é importante ficar atento para a rotulagem do alimento estar regular, com identificação de origem, data de embalagem do produto, data de validade, informação nutricional e registros nos serviços de inspeção. Outra dica importante no caso de alimentos embalados é notar a presença de gelo no interior da embalagem, o que pode ser indício de descongelamento e recongelamento do produto.

A Sespa elaborou uma cartilha com informações relevantes acerca da doença, seus cuidados, formas de prevenção e instruções de busca de atendimento.

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