Foto: Oswaldo Forte
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Manto de Nossa Senhora de Nazaré será conhecido nesta quinta-feira

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Um dos momentos mais emocionantes do Círio acontece nesta quinta-feira, 6, que é a apresentação do manto que vestirá a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré nos eventos da 230ª edição do Círio. A cerimônia de apresentação ocorrerá logo após a missa das 18h, na Basílica Santuário. O manto que a Imagem Peregrina usa nas procissões do Círio é um dos símbolos mais aguardados pelos fiéis, e seguirá vestindo a Imagem Peregrina até as vésperas do Círio 2023.

Em 2022 o manto foi desenhado pela ilustradora Aline Folha e confeccionado pela estilista Stela Rocha, que iniciaram os trabalhos ainda em março. Os responsáveis pelo manto, estilista e designer, são sempre escolhidos pelo casal coordenador da Festa de Nazaré. O Diretor Coordenador, Antônio Salame, e sua esposa, Silvia Salame, e o Arcebispo Dom Alberto Taveira, foram os únicos a acompanhar o processo de criação, sempre restrito e sigiloso, a fim de preservar a tradição. Vale salientar que os recursos financeiros necessários advêm sempre da doação voluntária e anônima de um casal devoto de Nossa Senhora de Nazaré.

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Aline Folha desenha desde criança, e mesmo fazendo uma graduação em Direito, foi o caminho da moda e das artes que a conquistou. Em 2011 começou a trabalhar como ilustradora. Depois seguiu como professora em cursos de moda e nas oficinas do Curro Velho. Hoje Aline administra seu próprio ateliê, onde trabalha com aquarela sob encomenda e produtos de papelaria e decoração, além de organizar workshops e cursos voltados para o ensino de aquarela.

Aline já desenhou o manto em outros dois anos, 2016 e 2017, além da ilustração do cartaz do Círio 2018. “Confesso que, como das outras vezes, sempre dá um frio na barriga, uma espécie de medo que vem junto com a felicidade, mas o convite veio num momento muito especial para mim, pois estou grávida do meu primeiro filho, depois de anos de tentativas, e veio exatamente num momento em que fiquei em paz e entreguei tudo nas mãos de Nossa Senhora de Nazaré”, conta Aline.

Ela afirma que para este processo precisa estudar o tema, ler muito a respeito, buscando imagens de inspiração. “Quando percebi que me faltavam elementos para construir a metáfora do que eu queria apresentar, fiz uma visita à Basílica Santuário, e procurei entender o significado de vários elementos ali representados. Após esta pesquisa e visita entendi que o meu desenho para este manto teria o momento da Anunciação como inspiração. O processo de criação deste manto foi bem intenso e precisou ser rápido, mas também simples”, explica Aline sobre os momentos de criação.

Já Stela Rocha recebeu o convite para confeccionar o manto de Nossa Senhora de Nazaré pela terceira vez. Ela já trabalhou no manto em 2014 e 2015. “Foi uma grande emoção e uma honra maior ainda. A inspiração para a escolha das cores e do material do manto foi baseada no tema do Círio 2022, ‘Maria, Mãe e Mestra’, e em toda a minha fé. Costurar sempre foi muito mais do que só uma atividade profissional, foi uma forma de interagir com as pessoas”, conta Stela.

Ela começou a costurar aos 16 anos, e aos 18 anos fez seu próprio vestido de noiva e todo o enxoval do seu casamento. “Profissionalmente comecei aos 25 anos, e desde então nunca mais parei, me especializando em vestidos de noiva, debutantes e demais roupas de festa”, finaliza.

O manto não tem apenas a atribuição de cobrir a imagem da padroeira dos paraenses. Várias exigências precisam ser cumpridas, como a sua ornamentação, que precisa estar de acordo com o tema do círio de cada ano, assim como as cores, os adereços e os desenhos, que precisam passar uma mensagem ao público.

História – Um dos símbolos da procissão, a tradição do manto foi mantida desde que o caboclo Plácido encontrou a santinha às margens do igarapé Murucutu. Ao sair nas procissões, o manto da Virgem de Nazaré seguia um formato retangular e, nos anos seguintes, foi confeccionado pela Irmã Alexandra, da Congregação Filhas de Sant’Ana, que confeccionava os mantos com material doado por promesseiros, até sua morte em 1973. Depois dela, a missão foi assumida pela ex-aluna da escola e sua ajudante na tarefa de bordar as peças, Esther Paes França, que chegou a confeccionar 19 mantos.

Fonte: Diretoria da Festa de Nazaré

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