Argentinos detidos por confusão em Brasil x Argentina acabam soltos; excesso da Polícia será investigado

COMPARTILHAR:
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram

A confusão entre argentinos e a Polícia Militar no Maracanã antes de a bola rolar entre Brasil x Argentina terminou no Juizado Especial Criminal (Jecrim). No órgão público, sete torcedores foram autuados e detidos temporariamente, mas soltos após uma transação penal. Eles pagaram R$ 200 cada, em multa que será revertida à Pró Criança Cardíaca, uma instituição de caridade.

O instituto da transação penal é um benefício oferecido pelo Ministério Público para delitos de pequenas causas. É uma espécie de acordo firmado entre o réu e a Justiça, no qual o acusado se exime de discutir a culpa e cumpre pena antecipada de multa.

CONTINUE LENDO...

Outro torcedor havia sido conduzido à delegacia da Polícia Civil no estádio, mas conseguiu comprovar que não fazia parte da briga. Ele acabou liberado pelo delegado Rodrigo Coelho, responsável pelo plantão da noite.

Os sete detidos se envolveram em confrontos com o Batalhão Especializado de Policiamento nos Estádios (Bepe) da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ). Os policiais tinham vídeos comprovando a participação dos argentinos na confusão, mas todos utilizaram da transação penal.

Além destes, a Polícia Civil também deteve uma mulher por desacato e outra por injúria racial.

O promotor militar Leonardo Cuña, responsável pela coordenação dos casos junto às forças policiais, afirmou que os excessos da Polícia Militar serão investigados.

“A juíza presente no local determinou extração de peças, ou seja, entendeu que o caso envolveu duas torcidas, mas apenas uma tinha representantes detidos. A Polícia Militar e os agentes de segurança privada só trouxeram argentinos. Muitos chegaram muito machucados, com lesões graves na cabeça, fraturas e outras escoriações. Temos que avaliar possíveis excessos da Polícia Militar e verificar mais imagens da confusão”, afirmou.

O último caso a ser resolvido no Jecrim era de uma torcedora argentina acusada de injúria racial. A vítima é uma funcionária do Maracanã. Um torcedor prestou depoimento como testemunha e a prisão foi feita em flagrante.

A 18ª delegacia de Polícia Civil do Rio de Janeiro, da Praça da Bandeira, irá investigar o caso. Na madrugada de terça para quarta, 22, haverá uma audiência de custódia no próprio Juizado para avaliar o caso.

O delegado Rodrigo Coelho afirmou à imprensa que a torcedora se mostrou alterada e depois acabou dormindo no Jecrim. Ela ainda não havia sido direcionada à audiência até o fechamento desta matéria.

VER MAIS

VER MAIS