Advogada é presa suspeita de matar ex-sogro e a mãe dele envenenados, em Goiânia

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A advogada Amanda Partata, 31 anos, foi presa na manhã desta quinta-feira, 21, suspeita de matar o ex-sogro Leonardo Pereira Alves, 58 anos, e a mãe dele, Luzia Alves, 86, envenenados. O crime ocorreu em Goiânia, na última segunda-feira, 18. Conforme a primeira linha de investigação da polícia, eles teriam tido complicações por intoxicação alimentar, após tomarem café da manhã com alimentos comprados em uma doceria, mas esta versão já foi descartada.

Ainda segundo a Polícia, o caso é bem complexo e envolve um grau de psicopatia. “Vamos ouvir novamente a Amanda, porque existem detalhes relevantes, inclusive de outros crimes relacionados à investigada. O que nós adiantamos é que, de fato, se trata de um duplo homicídio por envenenamento”, disse o delegado Carlos Alfama.

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Amanda é advogada. Nas redes sociais, a mulher se apresenta como psicóloga, mas segundo o Conselho Regional de Psicologia de Goiás (CRP-GO), ela não tem registro profissional ativo no banco de dados do Conselho. De acordo com o delegado responsável pela investigação do caso, Carlos Alfama, o crime foi motivado pelo sentimento de rejeição de Amanda, que teve um relacionamento de apenas um mês e meio com um filho de Leonardo.

O delegado ressaltou que ainda não é possível dizer qual foi o veneno utilizado, mas a suspeita é que ela tenham manipulado a substância fatal em um suco, por ser de mais fácil dissolução no meio líquido. Amanda teria ficado cerca de 3h na residência das vítimas e ouviu as primeiras queixas do ex-sogro e da mãe dele sobre os sintomas como vômitos, diarreia e dores abdominais. O delegado afirma que a mulher não tomou ou comeu qualquer tipo de produto contaminado e fingiu que passou mal.

Entenda o caso

O caso começou a ser investigado na última segunda-feira, 18. A esposa de Leonardo, uma das vítimas, registrou um boletim de ocorrência onde contou que a ex-nora havia comprado um doce para família comer no café da manhã de domingo,17. Ela, o marido Leonardo e a mãe dele Luzia, e a ex do filho teriam comido o doce.

Mas, cerca de 3h após o consumo, eles começaram a passar mal da barriga, além de apresentarem vômito e diarreia. Leonardo e mãe foram internados, mas não resistiram e morreram no mesmo dia. A ex-nora, também conforme o relato, comeu a sobremesa em menor quantidade. Ela estava indo para Itumbiara, quando também começou a sentir os sintomas e retornou à capital.

Inicialmente, a família acreditava que o doce havia causado as mortes por estar contaminado e, por isso, exigiu a investigação. Porém, a polícia e os demais órgãos de fiscalização, como o Procon Goiás, visitaram as unidades da empresa para averiguar os produtos, em busca de irregularidades e evidências da contaminação.

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