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Após relatos de morte, entenda os efeitos do minoxidil no seu Pet

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No início desta semana, o relato de um jovem que perdeu a gata de estimação utilizava um medicamento de uso tópico para estimular o crescimento capilar assustou internautas e despertou um alerta sobre a interação entre tutores, medicamentos e pets. No relato, o jovem conta que a gata foi diagnosticada com pancreatite e morreu após dois dias de internação. Ao investigar o fato, a médica descobriu que o tutor havia iniciado um protocolo de tratamento com minoxidil, para crescimento da barba, e que o contato da gata com a medicação no rosto do tutor provocou intoxicação.

A médica veterinária Mayná Gama afirma que a intoxicação é possível com minoxidil, mas outros medicamentos também oferecem risco aos pets: “O minoxidil pode causar uma hipotensão ao ser absorvido tanto por via oral como por outras vias, independente da dose. O animal pode ter uma queda de pressão e outros sinais de intoxicação que a gente já conhece (como salivação excessiva, agitação, dor abdominal, vômito, diarreia, alterações neurológicas, tremores e convulsões)”.

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“A gente tem que ter cuidado redobrado com medicações humanas, então tem que manter longe do alcance. Gato, por exemplo, gosta de derrubar as coisas, então existe a chance dele pegar a embelagem de algum produto seja medicação, cosmético. É muito importante não deixar exposto cestinha de remédio, cartela de remédio. Se o animal pode querer ir lá, saber o que é, se tiver algum frasco de medicação aberta ele pode ir lá lamber, cheirar e assim provocar alguma reação alérgica ou intoxicação, já que os olhos e a pele de cães e gatos é mais sensível que a nossa”

Mayná Gama, Médica Veterinária

Outros riscos

A profissional cita que além de medicamentos, outros produtos e substâncias utilizadas regularmente por seres humanos podem trazer riscos aos animais de estimação: “Produtos de limpeza, inseticidas, pesticidas, velas aromáticas, óleos essenciais” também precisam de atenção, diz Mayná.

“Já atendi um pet intoxicado após comer aqueles inseticidas em espiral, que funcionam como um tipo de incenso, para espantar os mosquitos. Tem que ter muito cuidado com produtos químicos no geral. Os venenos pra rato, popularmente chamado de chumbinho, a gente sabe que é proibido, mas muita gente ainda tem em casa”, alerta.


A veterinária destaca que, ainda falando de intoxicações, um tipo muito comum que as vezes é ignorada pelos tutores são as intoxicações causadas por veneno de sapo: “Cachorrinho vai lá brincar com sapinho e acaba tendo contato com a bufotoxina, que é a toxina do sapo e provoca mal estar nos animais de estimação”.

Tamanho não é documento

“A sensibilidade do animal possui vários fatores: em alguns casos, animais de pequeno porte estão mais suscetíveis, mas também existe a questão que quanto mais rápido o animal estiver ingerindo ou tendo alguma outran forma de contato com a toxina também interfere. Eles são iguais a nós. Por exemplo, há casos em que você pode espirrar muito inseticida em um ambiente fechado e uma outra pessoa do mesmo peso, a mesma estatura e no mesmo local inalar a mesma quantidade e passar mal, entrando em uma crise alérgica ou outra reação grave. Além do tamanho, do porte do animal, também tem muito a ver com a quantidade de veneno ou de substância tóxica que o animal entrou em contato, assim como a sensibilidade individual de cada um”, diz.

Quando ficar atento

Mayná alerta sobre a importância de buscar atendimento médico emergencial ao identificar sintomas de intoxicação como salivação excessiva, agitação, dor abdominal, vômito, diarreia, alterações neurológicas, tremores e convulsões. Outro fator importante, segundo a especialista, é ler os rótulos de cosméticos, produtos de limpeza, assim como a bula de medicamentos de qualquer tipo, que podem conter informações importantes sobre substâncias potencialmente perigosas.

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