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Governo Lula: com cabeça de 2003, presidente toma choque de realidade nos primeiros 100 dias

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Nesta segunda-feira, 10, se completam os primeiros cem dias do governo Lula (PT). Os principais anúncios na data vão ser relançamentos de programas antigos, numa versão repaginada dos primeiros mandatos, e a prova de fogo com o Congresso ainda nem aconteceu, mas promete.

Como foram os 100 dias?

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Lula retomou programas-chave da sua gestão anterior (2003-2010), com foco no social. Parte havia sido extinta ou paralisada por Jair Bolsonaro (PL). O petista trouxe de volta o Minha Casa, Minha Vida, o Luz para Todos e o Mais Médicos, entre outros.

Algumas iniciativas, como o Bolsa Família, já estão em atividade. Outros foram anunciados, mas não iniciados, como o novo PAC (Programa de Aceleração de Crescimento), que deverá sair no final de abril.

A semelhança com 2003 — algo lembrado por Lula com certa frequência— também tem criado obstáculos. O presidente encontra uma sociedade mais dividida eleitoralmente, uma polarização política bastante forte e um Congresso mais conservador.

Nas negociações, por vezes, teve de ceder mais do que pretendia. Também enfrenta um cenário econômico ruim deixado por Bolsonaro. Com a taxa básica de juros em 13,75% e o desemprego em quase 8%, a recuperação da economia vai ser mais demorada do que o governo gostaria, enquanto tenta equilibrar promessas de campanha com medidas não tão populares, como o novo arcabouço fiscal para regular as contas públicas.

Programas que voltaram

Os primeiros cem dias de governo foram marcados por entregas e anúncios quase semanais de programas sociais. Com foco “no dia a dia do povo brasileiro”, como Lula gosta de dizer, grande parte vem de gestões anteriores. São eles:

Minha Casa, Minha Vida: programa de moradia popular relançado em fevereiro já entregou 5.000 casas por todo o país. O plano é de 2 milhões até 2026. Tinha obras paralisadas desde 2015.

Bolsa Família: retomado em março, o programa de assistência social fixou o valor de R$ 600 por família, com mais R$ 150 para cada filho menor de sete anos de idade, e retomou exigências abandonadas pelo Auxílio Brasil de Bolsonaro, como vacinação e frequência escolar. Também foi feito um pente-fino para apurar irregularidades nos cadastros.

Mais Médicos para o Brasil: com nome semelhante ao anterior, o programa começou a enviar de profissionais de saúde a cidades do interior em março. São 15 mil vagas, com foco em profissionais brasileiros, em 2023. A dificuldade de reter os profissionais em locais mais vulneráveis se mantém.

PAC: ainda sem nome, o novo Programa de Aceleração do Crescimento, marca da gestão Dilma Rousseff (PT), será relançado no final de abril, com frentes voltadas não só à infraestrutura, mas também em desenvolvimento urbano, educação e saúde. Luz para Todos: O programa que leva energia elétrica a lugares se sem acesso será incluído no novo PAC.

Com informações do Uol

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