Foto: Divulgação / Nubank
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Nubank supera Itaú e se torna o banco mais valioso da América Latina

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As ações do Nubank (NYSE: NU; B3: BDRs ROXO34) subiram 3,8%, na última terça-feira, 28, elevando sua capitalização de mercado para US$ 58,2 bilhões e ultrapassando o valor de mercado do Itaú, que fechou em cerca de US$ 56 bilhões. Esta mudança marca um novo capítulo na disputa entre as duas instituições financeiras, com o Nubank recuperando terreno após um forte desempenho no primeiro trimestre deste ano, acumulando ganhos de 46%.

O Nubank, que tem entre seus acionistas a Berkshire Hathaway Inc., de Warren Buffett, e a Sequoia Capital, iniciou suas operações oferecendo cartões de crédito com limites baixos e aplicativos de fácil uso, atraindo brasileiros de todas as classes sociais. A fintech expandiu sua atuação para o México e a Colômbia, consolidando-se como um dos nomes mais promissores em mercados emergentes. Recentemente, o banco anunciou que ultrapassou a marca de 100 milhões de clientes nesses três países, com uma receita trimestral de US$ 2,7 bilhões.

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O crescimento vertiginoso do Nubank também elevou alguns de seus cofundadores ao clube dos bilionários. Em 28 de maio, o CEO David Vélez tinha um patrimônio líquido de US$ 11,9 bilhões, enquanto a cofundadora Cristina Junqueira viu sua participação ser avaliada em mais de US$ 1,5 bilhão.

A XP Investimentos destaca que o Nubank tem se beneficiado de um crescimento acelerado, com um aumento de 53% na carteira de crédito anual, comparado aos 2,8% do Itaú. A fintech também está se expandindo para novos mercados, como o México, e diversificando seus serviços, incluindo crédito consignado, contas PJ e investimentos. A percepção positiva sobre a capacidade do Nubank de causar disrupção em outros mercados e segmentos tem impulsionado a valorização de suas ações.

No entanto, a equipe de análise da XP prefere as ações do Itaú, citando menor volatilidade e maior previsibilidade de resultados nos próximos anos. “Embora as ações do Nubank possam continuar a performar melhor que as do Itaú, entendemos que a dinâmica de preço dessas ações deve ser mais volátil ao longo do tempo”, avalia Bernardo Guttmann e equipe em relatório. Eles lembram que, no IPO do Nubank no final de 2021, a capitalização do banco estava próxima à do Itaú, mas suas ações se desvalorizaram nos anos seguintes e só agora retornaram aos níveis do IPO.

A XP ressalta que a capitalização de mercado reflete o preço das ações e não necessariamente o valor das empresas. “Embora a tese de crescimento e alavancagem operacional do Nubank tenha se provado, o banco negocia a múltiplos bastante elevados em comparação com outros bancos”, aponta a análise. Em contrapartida, o Itaú negocia em linha com seus pares, mas com algum desconto em relação à média histórica.

Nos últimos trimestres, a qualidade do crédito da fintech apresentou alguma deterioração, enquanto o Itaú parece ter superado o pior momento da inadimplência. O Nubank conseguiu navegar com tranquilidade pelo recente ciclo de crédito conturbado, mas mostra um apetite maior por risco, o que pode exigir provisões adicionais nos próximos trimestres. Além disso, os analistas veem que bancos tradicionais podem reduzir suas estruturas físicas, enquanto fintechs, para expandir sua oferta de produtos e serviços, precisarão aumentar suas equipes.

De acordo com uma compilação da LSEG, entre as 16 casas que cobrem a ação do Nubank na NYSE, 11 recomendam compra, 4 manutenção e 1 venda, com um preço-alvo médio de US$ 11,87. Já para ITUB4, das 12 casas que cobrem o papel, 10 recomendam compra e 2 manutenção, com preço-alvo médio de R$ 37,53, representando um potencial de alta de 19%.

Com informações do InfoMoney

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