Foto: Reprodução/TV Globo
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‘Padre dos balões’: tragédia completa 15 anos nesta quinta; veja como foi

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O padre Adelir Antônio de Carli, 41 anos, mais conhecido como o ‘padre dos balões’ foi notícia em todo o Brasil, após se amarrar a mil balões de gás hélio para realizar a aventura de viajar saindo do Paraná com destino a Mato Grosso do Sul. Nesta quinta-feira, 20, completa 15 anos da tragédia em que o padre tentava atingir a marca de passar 19 horas voando com os balões, e sumiu cerca de oito horas após a decolagem.

Adelir Carli, era natural de Ampére, no Paraná, e considerado um paraquedista experiente. Ele era responsável pela Pastoral Rodoviária, Projeto de prestação de serviços a caminhoneiros que trafegavam na região.

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Nos planos do pároco, o voo foi realizado sentado em uma cadeira sustentada por balões de gás hélio e chegar até Dourados, no Mato Grosso do Sul, cerca de 730 quilômetros de Paranaguá, no Paraná.

O objetivo do voo era de chamar atenção para angariar fundos para a pastoral no qual ele estava à frente. Ele deveria ficar 20 horas no ar para quebrar o recorde alcançados por dois americanos, que atingiram a marca de 19 horas voando com balões.

Antes da tragédia, o padre já havia feito um voo teste, porém, em uma distância menor saindo de sua cidade com destino a San Antonio.

O acidente

No dia do acidente, o céu estava nublado e o tempo instável, mas mesmo assim o padre decidiu prosseguir com o voo.

Às 13 horas, do dia 20 de abril de 2008, Adelir partiu do Paraná rumo ao Mato Grosso do Sul preso a uma cadeira sustentada por mil balões e equipado por paraquedas, capacete, roupas impermeáveis, aparelho de GPS, celular, telefone por satélite, coletes salva-vidas, traje de voo térmico, alimentos e água.

Após vinte minutos da decolagem, o padre atingiu uma altitude de 5.800 metros acima do nível do mar, quase o dobro do que estava previsto. “Graças a Deus estou bem de saúde, consciência tranquila, tá muito frio aqui em cima, mas tá tudo bem”, disse Adelir durante contato com a equipe.

Momentos antes de perder a comunicação com a equipe que acompanhava em terra, ele chegou a relatar que as condições climáticas não estavam favoráveis, e que estava tendo problemas com o GPS.

“Eu preciso entrar em contato com o pessoal para que eles me ensinem a operar esse GPS aqui para dar as coordenadas de latitude e longitude que é a única forma que alguém por terra possa saber onde eu estou. O celular via satélite fica saindo de área e além do mais a bateria está enfraquecendo”, disse.

O último contato do sacerdote com a Polícia Militar aconteceu às 21h, cerca de oito horas após a decolagem, perto de São Francisco do Sul, em Santa Catarina.

Ele foi considerado desaparecido por meses, até ser localizado os restos mortais em 4 de julho no mar do Rio de Janeiro por um barco rebocador que prestava serviços para a Petrobras.

Com informações do Correio Braziliense.

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