Foto: Pedro Kirilos/Estadão Conteúdo
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PF diz que criminosos pagavam ‘mesada’ para evitar investigações da delegacia de Rivaldo

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Um relatório da Polícia Federal (PF) revela que o delegado Rivaldo Barbosa, detido no domingo, 24, por suspeita de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco e de Anderson Gomes, estava supostamente implicado em um esquema de obstrução de investigações ligadas a bicheiros. O documento cita que Barbosa teria interferido no andamento e na solução de casos envolvendo contraventores, com possíveis pagamentos de até R$ 300 mil por intervenção.

O relatório, originado durante a intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro em 2018, foi enviado aos generais, Walter Braga Netto e Richard Fernandez Nunes, então interventor e secretário de Segurança, respectivamente. Segundo as investigações, a alegada interferência visava proteger os contraventores e suas atividades criminosas.

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Rivaldo, que anteriormente chefiava a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), é apontado no relatório como suspeito de diversos crimes, incluindo organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Testemunhos indicam a existência de um esquema de pagamento mensal para evitar investigações, com valores que variavam entre R$ 60 mil e R$ 80 mil, além de pagamentos adicionais em casos específicos.

O depoimento de Orlando Curicica reforça as alegações, mencionando que crimes ligados à contravenção, como as mortes de Marcos Falcon, Haylton Escafura e Geraldo Antônio Pereira, não foram adequadamente investigados. A DHC teria recebido quantias consideráveis para evitar investigações incisivas.

O advogado de Rivaldo Barbosa negou as acusações, argumentando que seu cliente não obstruiu as investigações do caso Marielle e Anderson, e destacou que a prisão de Ronnie Lessa ocorreu durante a gestão de Barbosa.

O relatório ressalta a possível conivência de órgãos responsáveis em reprimir esses grupos criminosos e sugere que a impunidade era garantida pela polícia, em conluio com a contravenção. Testemunhos adicionais indicam a falta de empenho na elucidação de casos ligados ao jogo do bicho e criticam a morosidade nas investigações.

A sentença do juiz Bruno Rulière, que condenou integrantes do chamado “Escritório do Crime”, destaca a conexão entre a contravenção e a impunidade, destacando a omissão das autoridades diante dos crimes perpetrados por esses grupos.

Com informações do g1

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