Sem apoio do governo e de nenhum consulado, comunidade brasileira em Portugal arrecada 200 toneladas de doações ao Rio Grande do Sul

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Com a ajuda de muitos portugueses, ação não contou com o apoio de nenhum órgão oficial ou entidades consulares

Milhares de brasileiros que vivem em Portugal mostraram, esta semana, que entendem, e muito bem, sobre solidariedade e patriotismo. Comovidos com a situação enfrentada pelas vítimas da maior tragédia climática do Rio Grande do Sul e com a ajuda de muitos portugueses, deram início a maior campanha de arrecadação de ítens de alta necessidade para serem enviados ao Brasil.

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Mesmo sem saber como as doações vão chegar ao Rio Grande do Sul, as doações não param. Onde se vê um brasileiro residente em Portugal, vê-se mobilização para unir esforços, sobretudo físico, para fazer com que toda ajuda chegue a quem perdeu não somente bens materiais, mas a esperança de dias melhores.

Em meio a tanta solidariedade, uma pergunta martela na cabeça: como essas doações vão chegar ao destino? Seriam necessários pelo menos 20 aviões para transportar as quase 200 toneladas arrecadadas. Mas, nem governo, nem consulado, nem embaixadas respondem aos pedidos de ajuda. Pelo contrário, os consulados do Brasil em Lisboa e no Porto divulgaram pelas redes sociais que não têm qualquer relação com a ação solidária dos brasileiros.

Falta de informação

Na tarde deste sábado (11), a CNN veiculou matéria que destaca uma possível mobilização dos consulados brasileiros no Porto e em Faro, além da embaixada do Brasil em Lisboa, estariam realizando o que chamaram de “triagem” das doações, o que não é verdade, pois a organização da ação voluntária não recebeu qualquer ajuda. Houve triagem, sim, mas de centenas de pessoas, unidas, para organizar tudo o que foi doado.

A reportagem chega a mencionar como “precipitada” a arrecadação das 200 toneladas, mas esqueceu de informar, com responsabilidade, que para ajudar a quem precisa e está do outro lado do oceano não há precipitação.

As equipes que coordenam a ação, formada por brasileiros de vários estados do Brasil que moram em Portugal, aguarda qualquer ajuda do governo federal para transportar todo o material arrecadado: roupas de frio e calçados para adultos e crianças, água e material de higiene pessoal.

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