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Suspeito de corrupção volta a ter cargo na Petrobras e administra verba de R$ 150 milhões

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Após ser desligado por suspeita de corrupção e passar quatro anos fora da companhia, Luís Fernando Nery volta à Petrobras. Ele foi nomeado para comandar interinamente a Gerência Executiva de Comunicação, e com isso, administrar a verba de R$ 150 milhões para contratação de publicidade, comunicação e patrocínios.

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, tentou nomear Nery como gerente executivo no começo do ano, mas a operação foi interrompida após um comitê da Petrobras vetar a contratação. Nery foi, então, contratado como assessor especial da presidência (onde não é preciso a autorização desse mesmo comitê).

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De acordo com informações da colunista Malu Gaspar em O Globo, Prates diz na empresa que Nery é uma indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), daí a insistência na nomeação. Há, ainda, a informação de que Nery já estaria atuando na Petrobras desde fevereiro – um mês depois de Prates assumir a presidência da companhia.

No mês passado, Prates havia recusado um presente do governo da Arábia Saudita, em meio a investigações sobre o escândalo das joias recebidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).


Nery volta ao seu cargo porque, pelas regras da própria companhia, é possível nomear um substituto para um determinado cargo enquanto o “titular” não vem. É possível permanecer nessa situação por no máximo 180 dias.

Não há informações oficiais, por parte da Petrobras, da motivação que levou Nery a assumir o cargo, bem como não se sabe se ele será avaliado novamente pelo comitê, como substituto.

O estatuto da Petrobras diz, contudo, que não é possível indicar à administração da companhia pessoas que tenham “falta grave relacionada ao descumprimento do Código de Ética, Guia de Conduta, Manual do Programa Petrobras de Prevenção à Corrupção ou outros normativos internos” ou que tenha sido “enquadrado no sistema de consequência disciplinar”.

Luís Fernando Nery seria ligado a Wilson Santarosa, que ocupou o mesmo cargo, mas no período de 2003 a 2015, na companhia. Teria, também, ligação com a Frente Única dos Petroleiros (FUP).

Com informações de O Globo

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