Reprodução/Redes Sociais
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Vídeo: dentista é afastada por gritar com criança em atendimento: ‘tô apertando mesmo’

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Nesta semana, uma dentista foi afastada de suas atividades após a mãe de uma paciente de 6 anos denunciar o atendimento dela, realizado na última quinta-feira, 26, em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de Jarinu, cidade no interior de São Paulo.

A moradora gravou o atendimento à filha e publicou os vídeos que tiveram centenas de compartilhamentos nas redes sociais. As gravações também foram utilizadas para o registro de um boletim de ocorrência.

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Nas imagens, a dentista grita e ameaça a paciente, que estava chorando durante o atendimento e dizia sentir dor. Em alguns momentos, a dentista diz: “Lorena, por favor, ‘tá’? Por favor. Eu vou ter que apertar sua língua porque você está mexendo né? É, ‘tá’ doendo, eu ‘tô’ apertando mesmo, vou apertar mais ainda”, afirma. Em outro, ela fala: “Não pode ser assim, Lorena. O que você ‘tá’ sentindo? Fala. Não ‘tá’ sentindo dor, não. Porque se estivesse sentindo dor, você tinha dado um pulo daqui lá em cima, ‘tá’?”, continua.

Ao longo da gravação, a criança permanece chorando e avisa a profissional que a boca dela estava sangrando. A dentista respondeu: “‘Tá’ saindo sangue sim pois eu ‘tô’ mexendo. Eu ‘tô’ mexendo pra te ajudar. E quanto mais você mexe, mais sangue vai sair porque você está se machucando. Não sou eu que estou te machucando. É você.”

A garota pergunta quanto tempo iria demorar para terminar o atendimento, e a dentista disse: “Falta muito. Vinte vezes isso. É. E fica quieta.” A mãe diz ainda que, durante o atendimento, a menina colocou a mão na boca para sinalizar que estava com dor e a dentista afirmou: “Tira a mão daqui, senão eu furo a sua mão.”

Busca por atendimento

Adriana Santos, mas da menina, conta que levou a filha para o tratamento odontológico de emergência depois que a garota teve dores na boca e dificuldade de comer por dois dias. A mãe conta que o quadro aconteceu depois de um dano em uma obturação, que precisava ser restaurada.

A moradora contou que a filha faz tratamento recorrente com um dentista da UBS da cidade, porém para emergência, ela teve que ser atendida pela profissional de plantão. Adriana afirmou ainda que entrou na sala de atendimento junto com a filha e ficou sentada em uma cadeira atrás da dentista. Porém, ao notar que a menina começou a reclamar de desconforto, ela começou a gravar as cenas pelo celular.

Após o post da mãe nas redes sociais, várias pessoas questionaram o fato de ela ter apenas gravado as cenas, sem reagir para tirar a filha da situação. Porém, Adriana disse que começou a se sentir mal e a ter palpitações ao ver o tratamento da filha, mas que, ao pensar em reagir, teve medo de ser presa por desacato a funcionário público: “Eu medi as consequências e pensei que o mais importante, naquele momento, era que minha filha terminasse de tratar o dente dela. Eu pensei: ‘Se eu tirar a Lorena daqui, ela vai continuar com dor.’ Ela precisava voltar a comer, a brincar, a voltar para a escola”, conta.

“Ela foi um monstro. Eu falo para as pessoas que eu estava ali por necessidade, que eu não a deixei maltratar a minha filha. Infelizmente, eu precisava daquele atendimento. Eu não tinha condições financeiras de tirar ela dali e levar ela para um consultório particular”, continua Adriana.

Investigação

A prefeitura se pronunciou sobre o fato e disse que “A Prefeitura de Jarinu, por meio da Secretaria de Saúde, informa que, ao tomar conhecimento do ocorrido, imediatamente afastou os profissionais de Saúde envolvidos e iniciou a investigação do caso” declarando ainda que ofereceu assistência à família da paciente.

A mãe confirmou que a Secretaria da Saúde entrou em contato com a família oferecendo um novo atendimento na UBS com o profissional que atende a criança, mas como seria no mesmo consultório onde ela foi atendida pela dentista denunciada, não está confortável com esse retorno.

Ela também disse que a prefeitura prometeu atendimento psicológico para a menina, mas não entrou em contato para oferecer a ajuda até o momento.

Com informações do G1

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