A Editora Sâmela Hidalgo com Raquel Teixeira (quadrinista indígena de Manaus), Tai (quadrinista indígena de Belém), Ray Cardoso (quadrinista de Manaus) e Luiz Andrade (Quadrinista de Manaus). Foto: Acervo pessoal.
A Editora Sâmela Hidalgo com Raquel Teixeira (quadrinista indígena de Manaus), Tai (quadrinista indígena de Belém), Ray Cardoso (quadrinista de Manaus) e Luiz Andrade (Quadrinista de Manaus). Foto: Acervo pessoal.

Artistas mobilizam e chamam atenção para problemáticas na Amazônia através dos quadrinhos

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Projeto tem como objetivo chamar atenção do público com ilustrações, textos e críticas sociais

Os quadrinhos podem ser definidos como histórias gráficas, que trazem textos e ilustrações, apresentando uma diversidade de assuntos com tom humorístico e as vezes crítico,interpretando contextos atemporais.

A informalidade é a realidade da grande maioria dos quadrinistas brasileiros, que lutam por visibilidade, divulgação e ascensão profissional. Pensando nisso, a manauara e editora de quadrinhos Sâmela Hidalgo, 30 anos, que mora há oito anos em São Paulo, criou em 2020 o projeto ‘Norte em Quadrinhos’, para atrair visibilidade aos quadrinistas do norte do Brasil.
O projeto que vem inserindo artistas nortistas no cenário dos quadrinhos, agora, neste segundo semestre de 2023 sentiu a necessidade de atrair outro tipo de visibilidade ao norte, dando voz às problemáticas da região.

“Conversando nos grupos e a minha família me contando como estava a situação de Manaus com as fumaças e que estava muito difícil respirar, a gente se juntou, todo mundo indignado que tava acontecendo tudo isso em Manaus e a seca e tudo mais, e que não estávamos vendo ninguém falando sobre isso nas grandes mídias tradicionais aqui no sudeste, etc. Então juntos pensamos nessa forma de tentar chamar atenção da forma que a gente podia. Usar a arte como uma forma de expor isso”, explica.

Sâmela conta também que apesar do grupo ter quadrinistas de vários municípios do norte, todos concordaram em ajudar e dar visibilidade à situação de Manaus no primeiro momento, pois a situação estava grave e virou um grande movimento de união.

” Fui postando no Instagram do Norte em Quadrinhos e no Twitter, e isso foi ganhando uma comoção, as pessoas começaram a ver bastante e falar sobre o assunto”, compartilha. A editora pediu que os artistas enviassem até um prazo os trabalhos, para que pudesse começar a alimentar a campanha nas redes sociais do projeto, mas confessa que tem gente finalizando até hoje novos quadrinhos e enviando.

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A campanha chamou atenção do cantor Emicida, que além de curtir algumas das artes chegou a compartilhar e divulgar o projeto em seu perfil. Além disso o movimento saiu no jornal ‘ A crítica’, de Manaus, na revista ‘ O grito’, de São Paulo, e aos poucos a campanha está ganhando projeção nacional.

Para acessar e conhecer o projeto, bem como acompanhar as postagens da campanha por Manaus é só acessar o Instagram @norteemquadrinhos ou o ‘X’ (antigo Twitter) @NorteQuadrinhos .

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