Foto: Agência Pará.
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“Diálogos Amazônicos”: Estado debate a importância da ciência para a bioeconomia

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Fapespa apoia iniciativas que apresentem modelo produtivo sustentável para a Amazônia, por meio da Ciência, Tecnologia e Inovação

A Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) irá mediar a atividade “Inovação Orientada para Missões para alavancar as Bioeconomias da Amazônia”, nesta sexta-feira (4), das 16h às 18h, dentro da programação de abertura dos “Diálogos Amazônicos”, que acontece até o próximo domingo (6), no Hangar Centro de Convenções, em Belém.

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A mesa de discussão é organizada pela Iniciativa Amazônia+10, formada por 25 Fundações de Amparo à Pesquisa estaduais, entre elas, a Fapespa. O foco das Fundações é apoiar e financiar a transição para um modelo de desenvolvimento sustentável na Amazônia, por meio da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). 

Uma das linhas de atuação da Amazônia+10 é o programa “Desafios da Amazônia”, que busca coordenar esforços multidisciplinares de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação na resolução de problemas concretos vivenciados na região.

Economia e Floresta Viva – “Apresentar a Iniciativa Amazônia +10 durante os “Diálogos Amazônicos” será a oportunidade para mostrar ao mundo uma ação coordenada de fomento à pesquisa que visa solucionar problemas e apontar caminhos ao desenvolvimento da Amazônia, mantendo o equilíbrio necessário entre a geração de emprego, renda, segurança dos amazônidas e a conservação da floresta viva”, disse o diretor-presidente da Fapespa, Marcel Botelho.

O objetivo da atividade dentro dos “Diálogos Amazônicos” é discutir como a CT&I pode contribuir de maneira prática para a consolidação e qualificação das cadeias produtivas ligadas a produtos e serviços da bioeconomia na Amazônia. Também será debatido o potencial de usar Inovação Orientada por Missões para estruturar o financiamento à pesquisa e desenvolvimento na região.

“Precisamos estar alinhados às demandas, aos desafios reais que a sociedade amazônida convive. A partir de processos de escuta como esse que vai acontecer nos Diálogos Amazônicos, a Fapespa pode extrair a ideia para a construção de novos editais de fomento que não somente desenvolvam a ciência, tecnologia e inovação no Pará, mas, também, na região amazônica”, analisa o diretor-científico da Fapespa, Deyvison Medrado.

Foto: Agência Pará.

Inovação Orientada por Missões – Esse tipo de política pública consiste em uma combinação de diferentes instrumentos que buscam aplicar conhecimento científico e tecnologias inovadoras na resolução de grandes desafios sociais. Uma missão possui uma meta objetiva, mensurável e com um prazo delimitado. 

O aspecto central da Inovação Orientada por Missões é que o ponto de partida é o impacto gerado. É a partir dele que é estabelecida a missão e são estruturados os instrumentos e formas de apoio para que pesquisadores e empresas inovadoras direcionarem os esforços de produção científica e tecnológica para resolver um problema complexo, de interesse público.

Pará e o compromisso com a bioeconomia – De forma inédita no Brasil, o Pará foi o primeiro Estado a construir um Plano de Bioeconomia (PlanBio), e junto com as comunidades tradicionais que trabalham com os ativos naturais e protegem a natureza. Essa política pública é coordenada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semas) e ancorada na Política Estadual de Mudanças Climáticas (PEMC), sendo também um dos componentes do eixo de desenvolvimento socioeconômico de baixo carbono do Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA).

O Plano de Bioeconomia foi lançado oficialmente pelo governador Helder Barbalho durante a 27ª Conferência do Clima das Nações Unidas, a COP-27, realizada em 2022, no Egito. O PlanBio tem 92 ações, divididas entre três principais eixos. As ações se distribuem entre Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação; Patrimônio Cultural e Patrimônio Genético e Cadeias Produtivas e Negócios Sustentáveis.

“Diálogos Amazônicos” – O evento reunirá um conjunto de iniciativas da sociedade civil organizada com o objetivo de pautar a formulação de novas estratégias para a região. Envolvem, desde a sua organização, representantes de entidades, movimentos sociais, academia, centros de pesquisa e agências governamentais, do Brasil e demais países amazônicos.

Os “Diálogos Amazônicos” integram a programação da Cúpula da Amazônia, que será nos dias 8 e 9 de agosto, também na capital paraense. Os resultados serão apresentados por representantes da sociedade civil aos líderes reunidos na Cúpula.

Com informação da Agência Pará.

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