Sistema Inteligente Multimodal da Amazônia(SIMA) foto: Jaime Souzza/Norte Energia
Sistema Inteligente Multimodal da Amazônia(SIMA) foto: Jaime Souzza/Norte Energia

Projeto de mobilidade urbana e sustentável na Amazônia recebe prêmio de melhor inovação

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Um projeto de mobilidade urbana que faz a gestão de diferentes modais movidos com energia fotovoltaica foi um dos trabalhos premiados no Prêmio Inovação em Mobilidade Urbana da Frente Nacional de Prefeitos – FNP. Conhecido como Sistema Inteligente Multimodal da Amazônia, o SIMA é resultado de um projeto de Pesquisa & Desenvolvimento da Norte Energia, concessionária da Usina Hidrelétrica Belo Monte, em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA). O anúncio da premiação aconteceu nesta quarta-feira, dia 29, durante a 85ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos, em Brasília.

A partir de 32 propostas nacionais, o SIMA – Norte Rotas, ficou em terceiro na classificação geral da categoria “Ideias Inovadoras Implementáveis”, passando por 3 etapas, uma delas na semana de inovação da Escola Nacional de Administração Pública, sendo julgado por gestores públicos, pensadores nacionais e internacionais e toda a comunidade voltada para inovação.

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Destacado pela originalidade do projeto, o SIMA faz o gerenciamento de mobilidade urbana de diferentes modais de transporte. O aplicativo Norte Rotas, desenvolvido por pesquisadores da UFPA, considera os dois meios utilizados em Belém (PA), no caso ônibus e barco movidos com placas de energia fotovoltaica e armazenamento. Nele, o usuário tem informações em tempo real para planejar seu deslocamento, tais como horários, pontos de embarque e desembarque, tempo de percurso, melhores opções de rotas e a quantidade de emissão de gases efeito estufa, entre outras funcionalidades.

Ambos os modais operam com zero emissão de CO2 e a expectativa é que, juntos, evitem a emissão em torno de 5.920,82 Kg de CO2 anualmente na atmosfera. A partir da implantação do barco elétrico, em janeiro, cerca de 650 pessoas serão atendidas diariamente pelos dois modais.

No desenvolvimento do projeto estiveram envolvidos 47 pesquisadores, entre alunos de graduação, mestrado, doutorado, pós-doutorado, técnicos e professores da UFPA.

“Este é um projeto que nos orgulha muito, pois vem sendo desenvolvido há três anos com dedicação e empenho por pesquisadores da UFPA e está alinhado à política de sustentabilidade da Norte Energia. E o melhor é que já está sendo usado gratuitamente por alunos e funcionários da universidade, a partir de uma fonte limpa e renovável, assim como é a energia produzida por Belo Monte”, explica Andréia Antloga, Gerente de P&D da Norte Energia. A Companhia investiu R$ 10,2 milhões no projeto, que teve custo total de R$ 11,9 milhões.

Atualmente, dois ônibus trafegam pelas dependências da UFPA. O que faz o trajeto circular dentro do Campus de Belém, percorre 186Km por dia, e o que liga o Campus de Belém ao de Castanhal, 76Km, formando assim o primeiro corredor verde da Amazônia.

“O estabelecimento do corredor verde tem impactos tecnológicos e sociais significativos para a região. Do ponto de vista tecnológico, o projeto pode receber propostas de melhorias nos equipamentos e nos sistemas associados. No aspecto social, há o importante papel na formação de recursos humanos e o incentivo à aquisição de veículos elétricos por parte da população diante da oferta de novos pontos de recarga de alta capacidade, contribuindo assim para a aceleração do processo de transição energética no setor de transportes na Amazônia”, explica Maria Emília Tostes, da UFPA. 

O catamarã está em fase final de construção e traz aspectos de inovação. O projeto estrutural do casco precisou considerar o peso adicional do sistema de baterias e motores elétricos, além de sua aplicabilidade nos rios da região. O barco também contará com centro de comando para o gerenciamento da energia fornecida pelas baterias e pelo sistema fotovoltaico aos motores elétricos, conforme a potência demandada para a locomoção da embarcação.  O barco terá capacidade para transportar 20 pessoas do entorno da universidade em Belém. Serão 44,5 km navegados por dia na orla da UFPA, a uma velocidade de cruzeiro de oito nós.

“Estamos ansiosos pela implantação total do projeto e pela oportunidade de compartilhar o conhecimento adquirido com a sociedade”, concluiu Andréia.

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