Reprodução/Presidência da República de Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, França e Suriname
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Quem são os presidentes aguardados em Belém para a Cúpula da Amazônia

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Na próxima semana, nos dias 8 e 9 de agosto, a capital paraense recebe os presidentes da Amazônia para a realização da cúpula dos oito países integrantes da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), também chamada de Cúpula da Amazônia. Além do Brasil, o evento receberá autoridades de países como Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.

Nas últimas semanas, o presidente brasileiro anunciou a presença de outros nomes como Joko Widodo, presidente da Indonésia; Denis Sassou Nguesso, presidente da República do Congo; Mohammad bin Salman, príncipe herdeiro da Arábia Saudita; Félix Tshisekedi, presidente da República Democrática do Congo e Emmanuel Macron, presidente da França, representando a Guiana Francesa. Embora o território tenha deixado de ser um departamento ultramarino da França para se transformar numa coletividade territorial em 2015, o país permanece sendo representado pela autoridade máxima francesa em determinados temas. Ao justificar os convites, Lula cita que os territórios em questão também possuem florestas a ser preservadas.

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Um dos principais objetivos da ‘reunião integrada’ é estabelecer tópicos que serão abordados na COP 28, a Conferência de Mudanças Climáticas da ONU, que acontecerá em Dubai, nos Emirados Árabes, entre 30 de novembro a 12 de dezembro de 2023. Um dos tópicos em vista é “Dizer ao mundo o que queremos fazer com a nossa floresta e dizer o que o mundo tem que fazer para ajudar, porque prometeram US$ 100 bilhões em 2009 e até hoje não saiu esses US$ 100 bilhões”, destaca Lula.

Veja os principais líderes aguardados no encontro

Gustavo Petro, político e economista, assumiu a presidência da Colômbia em 2023. Conhecido por ser ex-integrante da extinta guerrilha M-19, ele também foi senador da República pelo período 2018-2022, fundador do movimento político Colombia Humana e é considerado o primeiro presidente de esquerda da Colômbia.

Petro sediou a Reunião Técnico-Científica da Amazônia no início de julho na cidade de Letícia, que faz divisa com Tabatinga, no extremo oeste do Amazonas, na região da tríplice fronteira entre a Colômbia, o Brasil e o Peru, a última reunião de Lula antes de Cúpula da Amazônia. Na ocasião, o presidente brasileiro propôs a criação de um Parlamento Amazônico.

Luis Arce foi eleito presidente da Bolívia em 2020 em um clima de instabilidade política local que se mantém até hoje, Arce, ex-ministro de Economia de Evo Morales, foi acusado de ser “Apenas um porta-voz das vontades do ex-presidente indígena”. Como resposta, Arce indicou 16 ministros que não haviam chefiado nenhuma pasta nas gestões anteriores, chamados de ‘produto da revolução’.

Arce está trabalhando no Plano de Contribuição Nacionalmente Determinada da Bolívia, que prevê neutralizar as emissões de gás carbônico até 2030 e a substituição da matriz energética do país, migrando dos combustíveis fósseis, para fontes de energia renovável, além de outros projetos para fortalecer a agricultura local.

Dina Boluarte foi de vice-presidente do Peru, para presidente do país, em dezembro de 2022 após o Congresso aprovar um pedido de vacância (equivalente a um processo de impeachment) contra o então presidente Pedro Castillo. Dina é a primeira mulher presidente do país e permanecerá no mandato até julho de 2026. A relação entre peru e Brasil não é tão estreita, mas a ideia do convite para a Cúpula é tentar aproximar os dois países.

No entanto, há grandes possibilidades de Dina não participar do evento no Brasil e ser representada por alguém do governo local, isso acontece porque a atual administração ainda depende da aprovação de um projeto que propõe que o chefe do Congresso a substitua em caso de viagem ao exterior. A principal proposta de Dina, a antecipação de eleições gerais, foi rejeitada em abril deste ano.

Nicolás Maduro é presidente da Venezuela desde 2013, quando assumiu a presidência de forma provisória após a morte de Hugo Chávez, sendo eleito posteriormente. Embora Maduro seja considerado um ditador após estabelecer um regime autocrático com denúncias de violações de direitos humanos e morte de opositores, possui relações de ampla proximidade com o Brasil.

Um dos maiores desafios do país é a mineração ilegal. No último mês, Maduro anunciou uma operação militar que pretende expulsar mais de 10.000 garimpeiros ilegais da Amazônia venezuelana. Ao justificar a necessidade da ação, ele disse: “(A mineração ilegal) tem destruído a Amazônia da América do Sul […] e da Venezuela”, afirmando que as operações militares vão “libertar” a Amazônia e os parques nacionais do país.

Mohamed Irfaan Ali é presidente da Guiana desde 2020. Segundo o Fundo Monetário Internacional, a economia do país registra a maior taxa de crescimento do mundo (86%), um ritmo 14 vezes maior do que o da China. A Guiana descobriu em 2015 que tem riqueza petrolífera e em 2020 começou a exportar petróleo bruto. Em breve, o país pode ser maior número de barris de petróleo per capita, mas, ao mesmo tempo, busca outras opções para manter seu desenvolvimento econômico de forma sustentável.

A chegada de Irfaan ao cargo foi tão disputada que chamou a atenção de autoridades internacionais, pois o resultado da eleição foi tão apertado que a frente vencedora ficou com 33 vagas no Congresso e a coalizão que tirou segundo lugar teve 31 vagas. A entidade validou os resultados e declarou os vencedores apenas cinco meses depois, pois os dois partidos bateram recordes de recursos jurídicos.

Guillermo Lasso é líder do Equador desde 2021, o presidente equatoriano é ex-banqueiro que tomou após uma das maiores crises do país, registrada durante a pandemia da covid-19. Nos últimos anos, seu governo enfrentou uma crise institucional envolvendo o aumento na violência ligada ao narcotráfico no país e o aumento do custo de vida. Como atitude, tomou a postura considerada controversa pela comunidade internacional de dissolver o Parlamento e governar por decretos-lei de urgência econômica, medida chamada de ‘morte cruzada’.

Na última semana, Lasso anunciou que o país terá um plebiscito no dia 20 de agosto para definir sobre a continuação das atividades de exploração de petróleo na reserva florestal de Yasuni e sobre a mineração na floresta de Choco Andino. Embora a exploração de petróleo e mineração estejam entre as principais práticas econômicas do país, grupos ambientalistas e indígenas afirmam que o fim das ações são necessárias para manter a biodiversidade dos locais. Choco Andino, por exemplo, abriga um dos últimos rios limpos da região de Quito.

Chan Santokhi assumiu a presidência do Suriname em 2020. O ex-delegado de polícia agora administra o país conhecido por suas exportações de ouro e petróleo. O país, localizado no nordeste da América do Sul, e ex-colônia holandesa, compartilha fronteira com Brasil, Guiana e França, através da Guiana Francesa.

Porém, embora seja uma de suas principais atividades econômicas, a mineração do ouro realizada de forma ilegal compromete a Amazônia do Suriname, que corresponde a 94% do território local. Segundo a Fundação para o Manejo de Florestas e o Controle da Produção, órgão do governo surinamês, a mineração é responsável por 73% do desmatamento no país. Outro grande problema é que, em alguns dos maiores territórios quilombolas e indígenas do país, o garimpo se tornou a principal fonte de renda das famílias.

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