Publicado em 7 de janeiro de 2025 às 17:47
Janeiro é tradicionalmente o mês em que grande parte da sociedade enfrenta contas pesadas, como IPVA, IPTU, gastos com viagens, presentes e, especialmente, as despesas relacionadas à volta às aulas de 2025 (mensalidades, material escolar, fardamento, entre outros). Um dos fatores mais preocupantes deste início de ano é o aumento nos preços dos materiais escolares.
Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Pará (DIEESE/PA), muitos itens da lista de materiais escolares registraram aumentos superiores à inflação estimada para o período, que foi de aproximadamente 5%. Em alguns casos, os reajustes superam 30%. A pesquisa foi realizada entre os dias 27 de dezembro de 2024 e 2 de janeiro de 2025, abrangendo lojas de departamentos, papelarias, livrarias e mercados populares da Grande Belém.
O levantamento incluiu cerca de 50 itens que compõem a lista básica para a volta às aulas, como lápis, canetas, borrachas, caixas de lápis de cor, massa para modelar, entre outros.
Itens mais impactados pelo aumento
Os cadernos, por exemplo, estão entre os produtos mais impactados. De acordo com o DIEESE/PA, os preços variam dependendo do modelo, da quantidade de folhas e do local de compra. Cadernos de capa flexível tipo brochura (96 páginas) custam entre R$ 13,20 e R$ 33,50, enquanto os aramados (10 matérias com 200 folhas) variam de R$ 19,99 a R$ 63,50. Já os de capa dura, geralmente mais caros, chegam a R$ 70,90. Modelos com temas infantis, como Barbie e Hot Wheels, podem custar mais de R$ 60.
As mochilas também apresentaram preços elevados, com valores entre R$ 45,90 e mais de R$ 500, dependendo do material, do design e de personagens estampados. As lancheiras seguem a mesma tendência, custando entre R$ 44,90 e R$ 130.
Reajustes em outros itens
Entre os produtos com maiores aumentos destacam-se:
Itens como borrachas, giz de cera pequeno, aventais, lapiseiras e tesouras também registraram aumentos expressivos, mesmo no chamado mercado popular, onde os preços variam em relação às grandes lojas e papelarias.
Orientação aos pais
Diante desse cenário, o DIEESE/PA recomenda que os pais de alunos realizem pesquisas detalhadas antes de comprar os materiais escolares. A diferença de preços entre estabelecimentos pode chegar a mais de 20% em alguns itens. Essa prática é essencial para minimizar os impactos no orçamento familiar.