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Portugal expõe tesouro da monarquia em caixa-forte gigante; museu inclui ouro e diamantes saídos do Brasil

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Na última quinta-feira, 2, foi inaugurado o Museu do Tesouro Real de Portugal, uma coleção única há décadas à espera de um “lar”, no Palácio da Ajuda, em Lisboa, concluído após 226 anos em construção.

Cheio de câmeras de segurança, o museu tem três andares e fica dentro de uma caixa-forte gigante, uma das maiores do mundo, com 40 metros de comprimento e 10 metros de altura. O acesso é se dá por duas portas blindadas de 5 toneladas cada. A coleção é protegida por vitrines à prova de balas.

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Uma das coleções do acervo se chama “Ouro e diamantes do Brasil”. O site do museu cita duas peças dessa coleção: uma pepita de ouro de mais de 20 kg, que a imprensa local cita como a segunda maior do mundo, e um diamante bruto de Minas Gerais de 138,5 quilates (27,7 gramas).

O grande edifício branco foi a última morada dos monarcas de Portugal, a dinastia de Bragança, antes do advento da República, em 1910.

“Depois do trauma do terremoto e do tsunami, em 1755, a realeza decidiu se instalar aqui, longe do rio e em uma zona menos exposta à atividade sísmica”, explicou o diretor do palácio e museu, José Alberto Ribeiro.

O palácio de estilo neoclássico manteve sua ala oeste inacabada por mais de dois séculos por falta de recursos, ou pelas mudanças no regime político. Um investimento de 31 milhões de euros permitiu, enfim, construir a ala que faltava.

A inauguração era muito esperada pela importância do acervo que reúne cerca de mil objetos. Alguns deles estão sendo expostos pela primeira vez. Até agora, as obras estavam dispersas e inacessíveis ao público. O valor das peças, algumas de mais de 1 milhão de euros, impôs medidas especiais de segurança.

“O Palácio da Ajuda foi o local ideal para a criação deste museu, pois já abrigava parte desta coleção (…) e todo o edifício foi concebido para evitar qualquer surpresa desagradável”, afirmou Ribeiro.

Com informações do G1

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