5 tipos de chocolate e os benefícios para saúde

As opções com alto teor de cacau são as mais recomendadas para um consumo saudável e equilibrado

Publicado em 26 de março de 2025 às 16:08

Cada tipo de chocolate contém propriedades únicas que são benéficas para o corpo (Imagem: YesPhotographers | Shutterstock)
Cada tipo de chocolate contém propriedades únicas que são benéficas para o corpo Crédito: Imagem: YesPhotographers | Shutterstock

Produzido a partir do cacau, o chocolate costuma agradar diversos paladares. Por isso, no Brasil, o Dia do Cacau e o Dia do Chocolate coincidem e são comemorados em 26 de março. O fruto, que teve sua origem na América Central, encontrou no solo brasileiro características ideais para uma produção de excelência em qualidade e sabor, principalmente no sul da Bahia e no norte do Espírito Santo.

Já foi considerado sagrado pelos maias e astecas, que o chamavam de “alimento dos deuses” e usavam suas sementes como moeda de troca. E são elas a parte mais aproveitada na produção do chocolate. Ricas em flavonoides, compostos bioativos que atuam na prevenção de várias doenças, possuem propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e antidepressivas.

“É o cacau in natura que tem um teor maior dessas substâncias e, durante o processamento, há uma certa perda de nutrientes. Por isso, deve-se optar pelo chocolate com 65%, 70% e 80% de cacau, pois, quando há uma menor concentração de cacau, o açúcar e a gordura passam a estar mais presentes, diminuindo os benefícios para a saúde”, explica o Prof. Dr. Durval Ribas Filho – médico nutrólogo, Fellow da The Obesity Society – TOS (USA), presidente da ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia) e docente da pós-graduação CNNUTRO.

Como o cacau vira chocolate?

As sementes do cacau são fermentadas e passam por secagem, torra, resfriamento e descascagem, transformando-se em nibs de cacau, que são moídos, dando origem à massa ou liquor de cacau. A temperagem ajuda a pré-cristalizar o chocolate, que ficará no ponto ideal de moldagem do produto final.

Formas de aproveitar o cacau

A polpa branca que envolve as sementes é doce, refrescante e levemente ácida. Pode ser consumida diretamente da fruta ou utilizada no preparo de sucos, sorvetes e geleias. Os nibs , muito usados na gastronomia, são pedaços da amêndoa torrada e triturada, sem adição de açúcar, ideais para salpicar em iogurtes e frutas. A manteiga de cacau tem aplicações tanto na culinária quanto na produção de cosméticos. Já a casca da amêndoa pode ser utilizada para preparar um chá rico em antioxidantes e com leve efeito estimulante.

Benefícios do chocolate

De modo geral, o chocolate é rico em vitaminas, esteróis, fosfolipídios, alcaloides, polifenóis e flavonoides, que possuem efeitos antioxidantes, anti-hipertensivos, anti-inflamatórios, antiaterogênicos e antitrombóticos. Além de proporcionar bem-estar, ele favorece a saúde cerebral, pode reduzir o estresse, aliviar dores e melhorar o fluxo arterial. O cacau também contém teobromina, um estimulante natural semelhante à cafeína, que ajuda a melhorar o humor e aumentar a energia.

A seguir, conheça os diferentes tipos de chocolate e seus benefícios para a saúde.

1. Chocolate amargo

Todos os chocolates podem ser saudáveis se consumidos com moderação, mas a diferença está na concentração de cacau. Os amargos – a partir de 70% – são fontes de antioxidantes e fibras e contêm pouco ou nenhum leite, reduzindo a quantidade de gordura saturada, prejudicial à saúde. Também possuem menos açúcar e sódio.

2. Chocolate branco

O chocolate branco é produzido a partir da manteiga de cacau, mas também é considerado chocolate. É mais calórico que os outros tipos. Não possui cafeína, mas oferece bastante energia.

O chocolate rosa é menos doce e semelhante ao chocolate amargo (Imagem: Karpovanatalya | Shutterstock)
O chocolate rosa é menos doce e semelhante ao chocolate amargo Crédito: Imagem: Karpovanatalya | Shutterstock

3. Chocolate rosa

Apesar da cor, não leva corantes. O tom rosado se deve às sementes, que adquirem essa tonalidade por conta das condições do cultivo, como umidade, temperatura e exposição ao sol. Não é muito fácil de ser encontrado e tem um preço mais elevado. É menos doce, possui 47,3% de cacau – semelhante ao meio amargo – e 36% de gordura – próximo ao chocolate branco. É rico em ácido cítrico, antioxidantes e fonte de vitaminas A e B.

4. Chocolate vegano

Para veganos, diabéticos ou intolerantes à lactose, uma alternativa são os chocolates produzidos com extrato de soja, 100% vegetal, sem adição de lactose e com baixo teor de sódio. Outra opção é o chocolate de alfarroba, fruto de uma árvore nativa da costa do Mediterrâneo. Sua coloração marrom-escura se assemelha à do chocolate, e seu sabor é naturalmente adocicado. No entanto, do ponto de vista nutricional, ele se diferencia por não conter estimulantes como cafeína e teobromina

5. Chocolate diet

O ideal é sempre consumir chocolates com menor índice de gordura, açúcar e carboidratos. Apesar das versões diet não possuírem açúcar na formulação , isso não significa, necessariamente, que tenham menor quantidade calórica, pois alguns desses produtos apresentam maior teor de gordura. É essencial conferir o teor energético e todos os ingredientes do produto, como açúcares, gorduras, fibras e sódio.

Quantidade ideal do consumo de chocolate

O recomendado é cerca de 30 a 40 gramas por dia, de preferência chocolates com alto teor de cacau (a partir de 70%). Esse consumo equilibrado pode contribuir para elevar a serotonina e, consequentemente, aumentar a sensação de bem-estar no organismo, reduzindo a ansiedade.

Riscos do consumo exagerado

O maior risco está no consumo exagerado. A ingestão excessiva de gordura, açúcar e leite – base da maioria dos chocolates – pode prejudicar o funcionamento adequado do fígado e causar náuseas, refluxo, diarreia, dor de cabeça, dor no estômago e mal-estar por alguns dias. 

Uma alimentação rica em frutas, verduras e legumes, aliada a uma boa hidratação, é fundamental após o consumo excessivo de chocolate. Além disso, o descontrole no consumo pode gerar dependência e levar a um quadro de compulsão alimentar.

Por Edna Vairoletti