Publicado em 4 de abril de 2025 às 17:14
O rabanete ( Raphanus sativus) é uma raiz comestível originária da região mediterrânea. Cultivado desde a antiguidade, ele é muito apreciado na culinária asiática, devido ao seu sabor levemente picante e textura crocante. No Brasil, é frequentemente utilizado em saladas, trazendo um toque refrescante aos pratos. >
Porém, não é só sabor que o rabanete adiciona às refeições, ele também contribui para a saúde de diversas maneiras. Veja, a seguir, alguns dos seus benefícios! >
O estudo “ Elucidating the Improvement in Vascular Endothelial Function from Sakurajima Daikon and Its Mechanism of Action: A Comparative Study with Raphanus sativus “, publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry da ACS, revelou que o rabanete da variedade Sakurajima Daikon pode contribuir para a proteção dos vasos sanguíneos coronários e, potencialmente, ajudar na prevenção de doenças cardíacas e derrames. >
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores investigaram os efeitos desse rabanete na produção de óxido nítrico (NO), um composto essencial para a redução da pressão arterial, em células endoteliais vasculares — responsáveis pelo revestimento dos vasos sanguíneos e linfáticos. >
No experimento, células humanas e de porco foram expostas a extratos de rabanetes comuns e do Sakurajima Daikon. Os resultados indicaram que essa variedade específica estimulou uma maior produção de óxido nítrico, um indicador relevante para avanços clínicos na prevenção de derrames, ataques cardíacos e insuficiência cardíaca. >
Segundo a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA), 100 g de rabanete é composto por cerca de 95,1% de água, o que contribui para a hidratação do corpo. Manter o corpo hidratado é fundamental para diversas funções do organismo, como a regulação da temperatura corporal, a circulação sanguínea e a eliminação de toxinas. >
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), adultos devem consumir pelo menos 400 g de frutas e vegetais e 25 g de fibras diariamente . Conforme a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA), cerca de 100 g de rabanete contém 1,81 g de fibras, favorecendo o bom funcionamento do sistema digestivo. Elas estimulam o trânsito intestinal, prevenindo quadros de constipação e auxiliando na eliminação de toxinas. >
Além disso, o estudo “ Antioxidant effect of squeezed juice from black radish (Raphanus sativus L. var niger) in alimentary hyperlipidaemia in rats “, publicado na revista Phytotherapy Research , revelou que o suco de rabanete preto possui propriedades antioxidantes significativas e pode estimular a produção de bile — líquido digestivo produzido pelo fígado e essencial para a digestão de gorduras. >
A presença de vitamina C do rabanete também desempenha um papel importante no fortalecimento do sistema imunológico. Essa vitamina atua como antioxidante, combatendo os radicais livres e promovendo a produção de glóbulos brancos, essenciais na defesa do organismo contra infecções, como gripes e resfriados. >
Além de auxiliar na digestão, as fibras alimentares do rabanete retardam o esvaziamento gástrico e prolongam a sensação de saciedade, fazendo com que o corpo se sinta satisfeito por mais tempo. Por ser composto majoritariamente por água, ele também contribui para o volume no estômago sem adicionar muitas calorias, o que torna um aliado no emagrecimento. >
O rabanete contém a proteína antifúngica RsAFP2, que auxilia no combate a infecções fúngicas. Um estudo publicado na revista Molecular Microbiology , intitulado “ The plant defensin RsAFP2 induces cell wall stress, septin mislocalization and accumulation of ceramides in Candida albicans “, revelou que essa proteína se liga às glicosilceramidas — lipídios presentes na membrana celular dos fungos — e, por meio dessa interação, induz a apoptose (morte celular programada) em Candida albicans , um fungo que pode causar infecções em humanos. >
Apesar dos diversos benefícios do rabanete, ele deve ser consumido com responsabilidade e como parte de uma dieta equilibrada. Isso porque o vegetal não substitui tratamentos médicos convencionais e o acompanhamento profissional é sempre necessário, especialmente em casos de doenças diagnosticadas. >