Publicado em 24 de março de 2025 às 09:27
Um pai denunciou o filho de 24 anos, preso pela Polícia Civil em São Paulo, por planejar ataques terroristas. Em entrevista ao Domingo Espetacular, o pai disse que se preocupou quando descobriu um arsenal que o filho criava dentro de casa. O homem foi preso no dia 12 de março em uma emboscada combinada entre a polícia e o pai. >
A operação abordou Matheus de Aguiar Avelino na frente da residência. O pai pediu para o filho ajudá-lo a carregar o caminhão da família na rua.>
Durante entrevista, o pai contou que começou a suspeitar da atitude do rapaz “quando ele falava coisas desconexas, de pegar armas, bombas”. O jovem, diagnosticado com TEA (Transtorno do Espectro Autista), passou a se trancar no quarto e não deixava ninguém entrar.>
Matheus começou a estudar o islamismo em 2021 e se converteu em 2022, mesmo ano em que foi assaltado com o irmão.
“Parece que ligou uma chavinha nele. Aquele nervosismo que ele tinha, que a religião muçulmana ajudou a acalmar, voltou à tona”, observa o pai.>
Um caderno também seria usado para planejar ataque terrorista à sede da Polícia Federal. Nele, o jovem escreveu: “Vou lavar tudo isso com meu sangue. Espero ter uma morte violenta como um mártir”.>
O delegado supervisor do GER (Grupo Especial de Reação da Polícia Civil) de São Paulo disse que o arsenal surpreendeu os policiais. “Nosso setor de inteligência sempre passa informações a respeito de possíveis agressores ativos, mas nesse nível de terrorismo é a primeira vez”, afirmou.>
“Entraram na cabeça dele, mexeram com a cabeça dele”, considera o pai. “Sinto no meu coração que ele está calmo, está tranquilo, porque ele foi retirado de um lugar que estava contaminando de forma doentia, de forma perversa, a mente do meu filho”.>
A investigação aponta que ele não agia sozinho e recebia orientações pela internet. Artur Dian, delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, classifica o jovem como um “indivíduo extremista e perigosíssimo”.>
“Ele poderia ter feito coisas muito graves, devido ao armamento que tinha, granadas, armas brancas. E os próprios manuscritos faziam crer que ele poderia praticar um crime muito violento, prejudicando ou até matando pessoas”, pontuou o delegado-geral.>