Publicado em 27 de março de 2025 às 14:27
Por cinco semanas, agentes de combate às endemias (ACEs) da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), em parceria com equipes da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e do Instituto Evandro Chagas (IEC), realizaram um intenso trabalho de captura de insetos transmissores de doenças na Ilha do Combu, em Belém. A iniciativa visa estabelecer um sistema contínuo de vigilância e monitoramento em áreas classificadas com diferentes níveis de risco para doenças endêmicas.>
Prevenção e controle de doenças>
O crescimento populacional e o fortalecimento do turismo na Ilha do Combu reforçaram a necessidade de um monitoramento mais detalhado da presença de vetores. Segundo a chefe do setor de Entomologia da Sesma, Edneuza Silva, a ação permite orientar os profissionais que atuam na região sobre os insetos presentes e seu potencial de transmissão de doenças.>
Com o levantamento das espécies existentes, será possível planejar estratégias para o controle de enfermidades como dengue, zika, chikungunya, leishmaniose, febre amarela, malária e doença de Chagas. O monitoramento contínuo permitirá a adoção de medidas preventivas, reduzindo riscos e evitando surtos.>
Técnicas de captura>
A coleta de insetos foi realizada com o uso de diferentes técnicas e armadilhas especializadas. Entre os métodos aplicados, agentes utilizaram meias pretas para atrair mosquitos às pernas, facilitando a captura. Também foram empregados equipamentos de escalada para alcançar as copas das árvores, onde determinadas espécies de vetores se concentram. A combinação de tecnologia e métodos tradicionais tem se mostrado eficaz para a obtenção de dados essenciais à saúde pública.>
“A Amazônia possui condições ambientais propícias ao desenvolvimento de vetores transmissores de diversas doenças tropicais. Por isso, investigar a entomofauna é fundamental para compreender os riscos que afetam principalmente as comunidades ribeirinhas em áreas de proteção ambiental”, destacou Edneuza Silva.>
Estratégia para a COP-30>
O mapeamento da fauna de vetores na Ilha do Combu ganha ainda mais relevância com a proximidade da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-30), que será realizada em Belém, em novembro deste ano. O evento deve atrair milhares de visitantes, aumentando o risco de disseminação de doenças transmitidas por mosquitos. A iniciativa da Sesma, em conjunto com os demais órgãos envolvidos, é uma medida estratégica para reforçar a segurança sanitária da população local e dos turistas.>
Diferentes espécies de insetos foram capturadas e parte das amostras encaminhada ao Instituto Evandro Chagas, onde serão submetidas a análises de biologia molecular para a identificação de vírus e outros patógenos. Com os resultados, será possível aprimorar as estratégias de monitoramento e controle das doenças vetoriais na região.>