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Publicado em 6 de fevereiro de 2025 às 17:21
A cesta básica paraense continua pesando no bolso do trabalhador. Após encerrar 2024 em alta, o aumento dos preços neste ano tem sido ainda mais expressivo. Em janeiro, o custo total da cesta básica de alimentos comercializada em Belém ficou 4,80% mais caro em relação a dezembro do ano passado, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese/PA).>
Atualmente, a cesta básica na capital paraense custa R$ 697,81, valor que representa quase metade do salário mínimo vigente, que desde 1º de janeiro é de R$ 1.518,00.>
Os alimentos que mais encareceram foram o tomate, com alta de 12,57%, seguido pelo café (9,10%), carne bovina (8,81%), açúcar (7,39%), óleo de soja (6,33%) e banana (4,52%).>
Por outro lado, alguns produtos tiveram redução nos preços, como o leite (-1,71%), feijão (-1,64%), arroz (-1,36%) e farinha de mandioca (-0,28%).>
Além de elevar o custo total da cesta, a alta do café impacta diretamente o orçamento do trabalhador, já que o item é amplamente consumido no dia a dia. O reajuste contribuiu para que o trabalhador paraense comprometesse 49,70% do novo salário mínimo apenas para a compra dos 12 itens básicos da cesta básica, além de exigir 101 horas e 8 minutos de trabalho das 220 horas previstas em lei para arcar com esses custos.>
Uma análise do Dieese apontou que uma família padrão, composta por dois adultos e duas crianças, precisa desembolsar R$ 2.093,43 apenas com alimentação. Isso equivale a aproximadamente 1,38 salários mínimos, considerando o novo piso nacional.>
O impacto da alta no preço da cesta básica pode levar a mudanças nos hábitos de consumo, forçando famílias a reduzirem a compra de determinados produtos ou buscarem alternativas mais baratas para equilibrar o orçamento.>