Publicado em 31 de março de 2025 às 16:03
Um problema histórico dos moradores e comerciantes da avenida Visconde de Souza Franco, no bairro do Reduto, começou a mudar neste fim de semana. A recém-instalada comporta no canal do Parque Linear da Nova Doca demonstrou eficácia ao impedir alagamentos que, em anos anteriores, eram inevitáveis diante das grandes marés.>
Mesmo com a maré atingindo 3,6 metros nesta segunda-feira (31) e no domingo (30), e chegando a 3,5 metros no sábado (29), pontos críticos como a avenida Marechal Hermes e as ruas Municipalidade e Gaspar Viana permaneceram secos. Antes, nesses níveis, a água da Baía do Guajará já teria avançado pelas vias, afetando casas e comércios.>
Além da comporta, o projeto inclui um sistema de bombeamento que será ativado quando maré alta e chuvas fortes coincidirem, evitando novos transtornos. A expectativa é de que a estrutura resolva de vez um problema que há décadas causa prejuízos à população.>
Obras na Nova Doca avançam>
Com 70% da obra concluída, a Nova Doca não se limita à prevenção de alagamentos. O projeto prevê a reconstrução do canal, a criação de um parque linear com academia ao ar livre, mais áreas verdes com o plantio e transplantio de cerca de 180 árvores, além de um sistema sustentável de tratamento da água do canal por meio da técnica wetlands. Obras de saneamento também estão em andamento, incluindo a instalação de tubulação de esgoto conectada à Estação de Tratamento de Esgoto do Una.>
O secretário de Obras Públicas do Estado, Ruy Cabral, destacou a importância das mudanças para quem vive e trabalha na região. "Este fim de semana provou o impacto positivo que a Nova Doca trará para a vida das pessoas. Famílias e empreendedores que antes sofriam com alagamentos agora podem ter mais tranquilidade e segurança. Além disso, menos água parada significa menos risco para a saúde da população", afirmou.>
Belém se prepara para a COP 30>
A Nova Doca faz parte de um pacote de aproximadamente 30 obras que estão preparando Belém para a Conferência das Partes (COP 30), que acontecerá entre 10 e 21 de novembro de 2025. O investimento previsto para 2024 e 2025 soma R$ 4,5 bilhões, com recursos do Tesouro do Estado, Itaipu Binacional e BNDES.>
Pela primeira vez, o Brasil sediará a COP, e Belém será o palco das discussões climáticas globais. O evento reunirá representantes de mais de 190 países para avaliar os avanços do Acordo de Paris e propor novas medidas para conter as mudanças climáticas.>
Além de garantir infraestrutura para o evento, as obras buscam deixar um legado para a cidade, tornando Belém mais preparada para enfrentar desafios urbanos e ambientais.>
Com informações: Ag. Pará>