Suspeita é presa por golpes em venda de pacotes de viagens em Ananindeua

A Polícia Civil apura que mais de R$ 600 mil foram desviados com o golpe até o momento

Publicado em 4 de abril de 2025 às 16:04

A suspeita foi apresentada na Delegacia do Consumidor (Decon).
A suspeita foi apresentada na Delegacia do Consumidor (Decon). Crédito: Divulgação/Polícia Civil

Uma mulher foi presa pela Polícia Civil por suspeita de aplicas golpes envolvendo a venda de pacotes de viagens e investimentos fraudulentos com milhas aéreas. A prisão ocorreu nesta sexta-feira (4), em Ananindeua, na região Metropolitana de Belém.

As apurações do caso iniciaram em fevereiro deste ano, quando diversas vítimas procuraram a polícia relatando que teriam comprado passagens, hospedagens e pacotes completos de turismo, mas nunca receberam os bilhetes. Além disso, a suspeita prometia altos retornos financeiros por meio da revenda de milhas, mas os clientes nunca viam o dinheiro investido de volta.

Diante das denúncias, as contas bancárias da investigada foram bloqueadas no início de março para evitar que os valores obtidos de forma ilícita fossem movimentados. No curso das investigações, foram identificadas vítimas em outros estados, como Mato Grosso, Alagoas e Goiás, além de brasileiros que estavam em países como Espanha e Portugal e ficaram sem passagens de retorno.

"As investigações revelaram o esquema fraudulento que prejudicou consumidores de vários estados e até do exterior. Diante da gravidade dos fatos e da continuidade das ações ilícitas, solicitamos a prisão preventiva, deferida pela Justiça e cumprida pela nossa equipe. Até o momento, foi apurado que o desvio é de mais de 600 mil reais. Ela deve responder por estelionato", destaca o delegado Yuri Villanova, titular da Decon.

Mesmo após as primeiras denúncias, a suspeita continuou vendendo pacotes sem emitir as passagens, o que levou à solicitação e ao deferimento de sua prisão preventiva. Após a detenção, ela foi encaminhada ao Centro de Reeducação Feminino, onde permanecerá à disposição da Justiça.

O caso segue em investigação para identificar se há outros envolvidos e vítimas.