Dólar aumenta, e mercado teme 'dia sangrento' após tombo da Petrobras; entenda

Na véspera, antes do anúncio dos resultados da Petrobras, o dólar fechou negociado a R$ 5,80, avançando 0,83% frente ao real, e a Bolsa caiu

Publicado em 27 de fevereiro de 2025 às 09:57

Às 9h29, a moeda dos Estados Unidos avançava 0,25% e era negociada a R$ 5,817.
Às 9h29, a moeda dos Estados Unidos avançava 0,25% e era negociada a R$ 5,817. Crédito: Agência Brasil

O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (27) em alta, no dia seguinte à divulgação do balanço financeiro da Petrobras do ano passado, considerado frustrante pelos investidores.

Às 9h29, a moeda dos Estados Unidos avançava 0,25% e era negociada a R$ 5,817.

Na véspera, ainda antes do anúncio dos resultados da Petrobras, o dólar fechou o dia negociado a R$ 5,80, avançando 0,83% frente ao real.

Com o resultado, a moeda acumula alta de 1,26% na semana e baixa de 0,59% no mês e de 6,1% no ano.

Em um dia movimentado no cenário econômico, com a divulgação de indicadores de emprego no Brasil e do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no quarto trimestre de 2024, as atenções do mercado financeiro devem se voltar à Petrobras.

A Petrobras reportou um prejuízo líquido de R$ 17,04 bilhões no quarto trimestre do ano passado, de acordo com dados divulgados pela companhia na noite desta quarta-feira (26).

Em 2024, a empresa registrou um lucro acumulado de R$ 36,6 bilhões, foi o sexto ano consecutivo de resultados positivos. Entretanto, em relação ao ano anterior, a queda foi de 70,6%.

Em 2023, a Petrobras havia registrado o maior lucro líquido de sua história: R$ 124,6 bilhões.

Analistas do mercado projetavam que a Petrobras teria um lucro de R$ 70 bilhões em 2024. Ou seja, o resultado do ano passado veio bem abaixo das expectativas.

Este foi o primeiro balanço anual divulgado pela Petrobras desde a posse da nova presidente da empresa, Magda Chambriard, em junho do ano passado.

Segundo a Petrobras, o resultado negativo do período entre outubro e dezembro se deve, principalmente, aos impactos da desvalorização cambial e a maiores provisões nas despesas operacionais.

Com informações do Metrópoles