Presidente do Paysandu reclama do baixo público na Série B: ‘Não sei a mágica que tenho que fazer’

A partida teve 11.660 pagantes e público total de 16.081 torcedores, com uma renda bruta de R$ 374.290,00. As despesas somaram R$ 184.129,79, resultando em um lucro de R$ 190.160,21 para os cofres do clube.

Publicado em 5 de abril de 2025 às 08:27

Roger Aguilera está preocupado com o baixo público do Papão na Segundona - 
Roger Aguilera está preocupado com o baixo público do Papão na Segundona -  Crédito: Redes sociais

Antes da estreia do Paysandu na Série B, contra o Athletico-PR, no Mangueirão, o presidente do clube, Roger Aguilera, demonstrou preocupação com o baixo número de ingressos vendidos para a partida. Em entrevista a uma rádio de Belém, ele revelou que até aquele momento apenas 8.300 bilhetes haviam sido comercializados.

“Quem dera nós tivéssemos vendido 15 mil ingressos. A venda de fato foi de 8.300. Então, assim, para fazer futebol, fica complicado. Não sei qual a mágica que eu tenho que fazer. Todo mundo sabe onde o sapato aperta”, afirmou Aguilera.

O dirigente também revelou que o clube deixou de receber entre R$ 3 e R$ 4 milhões com a saída do Grupo Globo da transmissão da Série B, valor que impactaria diretamente no orçamento para contratações. Segundo ele, havia planos para trazer mais dois reforços, mas a perda de receita inviabilizou os planos.

Em campo, o Paysandu foi derrotado por 2 a 1 pelo Athletico-PR. A partida teve 11.660 pagantes e público total de 16.081 torcedores, com uma renda bruta de R$ 374.290,00. As despesas somaram R$ 184.129,79, resultando em um lucro de R$ 190.160,21 para os cofres do clube.

Apesar do resultado positivo nas finanças, o presidente reforçou que, para manter o nível competitivo na Série B, será necessário maior apoio da torcida e alternativas de receita, diante do novo cenário de transmissão.