Torcidas de Remo e Paysandu são punidas após análise da Comissão de Segurança sobre o Re-Pa

Relatório aponta arremesso de sinalizadores, ingresso falso e confrontos entre torcedores.

Publicado em 27 de fevereiro de 2025 às 16:42

Torcidas de Remo e Paysandu são punidas após análise da Comissão de Segurança sobre o Re-Pa
Torcidas de Remo e Paysandu são punidas após análise da Comissão de Segurança sobre o Re-Pa Crédito: Reprodução/MPPA

Nesta segunda-feira (24), a Comissão de Avaliação de Condutas de Torcidas Organizadas e Segurança nos Grandes Eventos do Conselho de Segurança Pública do Estado do Pará (CACTOSEG/CONSEP) se reuniu para avaliar os incidentes ocorridos no clássico entre Remo e Paysandu, disputado no dia 23 de fevereiro, no Estádio Mangueirão, pela 7ª rodada do Campeonato Paraense. A reunião ocorreu no auditório das Promotorias de Justiça da Infância e Juventude de Belém, sob a presidência do promotor de Justiça José Maria Gomes dos Santos.

O relatório da comissão apontou que, apesar do fluxo organizado na entrada e controle eficiente para grupos prioritários, algumas ocorrências foram registradas. Entre elas, tentativas frustradas de entrada com ingressos falsos, pequenos conflitos entre torcedores do mesmo time e a apreensão de uma bolsa contendo vidro e petecas. Além disso, torcedores do Paysandu lançaram sinalizadores e bastões de fumaça em direção ao campo, atingindo a pista do estádio, o que levou a comissão a reforçar a necessidade de punições mais severas.

Diante dos fatos, a comissão determinou as seguintes sanções:

• Torcida Bicolor (Paysandu) – Suspensa por seis jogos

• Pavilhão 6 e Piratas (Paysandu) – Suspensas por seis jogos, por reincidência

• Maior do Norte (Remo) – Suspensa por três jogos, por descumprimento de normas

Durante o período da punição, os integrantes dessas torcidas não poderão comparecer aos jogos utilizando bonés, camisas, faixas ou qualquer outro tipo de identificação. As penalidades entram em vigor a partir de 26 de fevereiro de 2025, e as torcidas têm 48 horas para apresentar defesa.

A reunião também abordou a necessidade de aprimorar a fiscalização por meio de câmeras de reconhecimento facial para identificar torcedores que descumprem normas de segurança. Além disso, a Polícia Civil investiga um confronto ocorrido fora do estádio, que será analisado pela comissão após a conclusão do inquérito.

Outro ponto debatido foi o uso, pela torcida Maior do Norte, de camisas alusivas às extintas torcidas Remistas e Remoçada, contrariando decisão da 7ª Vara Cível da Capital. Como consequência, foi determinado que esse material seja proibido nos estádios.

As deliberações foram comunicadas à presidência do CONSEP, e as torcidas punidas já foram notificadas. A reunião contou com a participação de representantes da Polícia Federal, Polícia Civil, Comando da Polícia Militar no Re-Pa, Corpo de Bombeiros, Federação Paraense de Futebol, Secretaria de Estado de Esporte e Lazer, Diretoria do Estádio Mangueirão, Empresa de Segurança Mamute e dos clubes Remo e Paysandu.