Publicado em 25 de março de 2025 às 13:53
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou, nesta terça-feira (25), a primeira sessão do julgamento que tem como objetivo analisar as denúncias da Procuradoria-Geral da República contra o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), e outros 7 acusados de participação na tentativa de golpe de Estado em 2022.
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A sessão começou com a leitura do relatório do ministro Alexandre de Moraes e com o posicionamento da PGR. Em seguida, o STF passou a ouvir os advogados dos acusados.>
Durante a sua fala, o advogado de Bolsonaro, Celso Vilardi, afirmou que "não se achou absolutamente nada" contra ele, e o mesmo foi o presidente mais investigado do país. O defensor disse também que crimes contra a democracia são "impossíveis", já que iniciaram em 2021, quando Bolsonaro ainda estava no governo. Ao fim de sua fala, o defensor pediu a rejeição da denúncia.>
"Eu inicio a minha sustentação dizendo que o presidente Jair Bolsonaro foi o presidente mais investigado da história do país, uma investigação que perdurou por anos, que começa com o objetivo de chegar a uma live de 4 de agosto de 2021, em que se autoriza a quebra de uma nuvem. Do seu ajudante de ordens, coronel [Mauro] Cid, que hoje é delator, que perdura por meses essa investigação da quebra com vários objetos diferentes", afirmou o advogado.
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O advogado justificou que foi o inquérito da vacina que ensejou a prisão e a colaboração do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid. "E o que se achou, senhor presidente, depois de tudo isso? Que foram determinadas buscas e apreensões? Foi feita a quebra de nuvens, o presidente foi investigado, buscas e apreensões, o que se achou com o presidente? Absolutamente nada", completou.
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