Publicado em 3 de abril de 2025 às 15:10
Autoridades, especialistas, representantes da sociedade civil e de empresas privadas estiveram reunidos durante a manhã desta quinta-feira (3), em Belém, em um evento organizado por um consórcio de jornais para debater as expectativas da Conferência do Clima da Organização das Unidas (ONU), a COP 30, que será sediada na capital paraense em novembro deste ano.>
O evento contou com a realização de dois painéis, onde foram levantados questionamentos sobre o que o mundo espera da COP 30 e o que a conferência significa para o Brasil.>
Autoridades como o governador do Pará, Helder Barbalho; o prefeito de Belém, Igor Normando; o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará, Carlos Xavier; o presidente da Federação das Indústrias do Pará, Alex Carvalho, e o superintendente do Sebrae no Pará, Rubens Magno, estiveram presentes.>
Composto pelo governador do Pará; pelo Membro do Grupo Estratégico de Coalização Brasil, André Guimarães; pelo professor do instituto de Física da USP, Paulo Artaxo; e pela Senior fellow no Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), Rafaela Guedes, o primeiro painel trouxe discussões como foco na floresta e no que o Brasil e o mundo esperam da COP 30.>
Durante sua fala, Helder Barbalho enfatizou a importância de conscientizar o mundo do valor da floresta em pé, com alternativas que busquem monetizar ações sustentáveis dentro da perspectiva do agronegócio, e reforçou também a importância da bioeconomia e da concessão de áreas para sequestro de carbono.>
Apoio internacional não é apoio dos EUA>
Ao comentar a fala de Rafaela Guedes, sobre o panorama internacional de perspectivas da COP, que apontou inclusive o interesse de países como China e Arábia Saudita nos debates e investimentos relacionados a floresta, Helder levou com bom humor o fato dos Estados Unidos está se esquivando das discussões, e também criticou a contribuição do país nos fundos de financiamento para crises climáticas, que tem sido muito baixa.>
Segundo Barbalho, esse afastamento do governo norte-americano não é tão preocupante, mas caso isso influencie a contribuição do setor privado, aí, sim, será um problema.>
“Se o Trump disser que ele não vem, depois convida ele para tomar um tacacá e não ficar batendo boca, gastando energia com essas besteiras que vem sendo ditas”, brincou Helder.>
No segundo painel, que contou o prefeito de Belém, Igor Normando, o assunto adaptação climática foi o mais bem pontuado pela mesa composta também pela bióloga e especialista em Mudanças Climáticas, Mercedes Bustamante, que enfatizou o fato do mundo já está sofrendo com essas mudanças e que a busca por soluções acontece em meio a essa adaptação urgente. “Nós já estamos vivendo as mudanças climáticas, e as cidades estão começando a perceber esses impactos, principalmente pela questão energética. Os prefeitos estão mais preocupados com as sequências de problemas que eles podem ter que resolver, por isso o debate sobre adaptação climática fica muito atrelado às cidades”, pontuou a especialista.>