Foto: Pauly Souza
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‘Não podemos e não vamos aceitar que esse estado salve o mundo ao preço de manter o povo miserável’, diz ministro do Turismo durante evento, em Belém

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Em evento na capital paraense nesta sexta-feira,10, o ministro do Turismo, Celso Sabino, assinou o termo de repasse de R$ 100 milhões do Fundo Geral de Turismo (Novo Fungetur) ao Pará, para a concessão de financiamentos exclusivos para empreendimentos ligados ao turismo, em preparação para a COP-30, que será realizada em Belém, em 2025. Estiveram presentes também na cerimônia o prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, o superintendente da SUDAM, Paulo Rocha, a presidente da Associação Comercial do Pará, Elizabete Grunvald, a diretora-presidente do Banpará, Ruth Melo, a prefeita de Almeirim, Lúcia do Líder, que representou os prefeitos do estado e a Dona Nena, proprietária da Fábrica Filha do Combu, que representou todos empreendedores paraenses.

A cerimônia de assinatura do termo de concessão aconteceu na sede da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia(SUDAM) e é uma iniciativa do governo federal à organização da COP-30, com o objetivo de facilitar a contratação de crédito para a realização de obras por empreendimentos turísticos privados que receberão os turistas que visitarão a cidade durante o evento, como por exemplo, construção de novos quartos para a ampliação da capacidade de hospedagem, reformas para melhorias e modernização de empreendimentos, entre outros.

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Durante a fala realizada após a assinatura dos termo Celso Sabino destacou a importância de desenvolver economicamente e socialmente a população do estado junto com a preservação da floresta amazônica. “Nós classe política, líderes empresariais, líderes sociais do Pará e da Amazônia não podemos e não vamos aceitar que esse estado, essa parte do planeta salve o mundo ao preço de manter o povo miserável. O mundo fala em sustentabilidade, em em preservação das florestas e dos rios, e o mundo hoje está de olho na nossa Amazônia. Reconhecida no mundo todo com o título de ‘pulmão do planeta’. O mundo que tá de olho na Amazônia vai ter oportunidade de vir aqui à Amazônia, e é questão decisiva pra nós mostrarmos ao planeta, aos líderes das grandes corporações dos principais países, de que para salvar a Amazônia, para preservar a floresta, para salvar os mananciais de água nós precisamos garantir que os cidadãos do Pará, da Amazônia, tenha garantido à ele a sua, a sua família as mesmas condições de desenvolvimento econômico e social, que o filho, por exemplo, daquele cidadão que mora em Nova York ou que mora na Avenida Paulista ou na Avenida Brasil, no Rio de Janeiro”, iniciou.

“Nós precisamos garantir que aquele caboclo, que está ali na floresta, possa garantir que o seu filho terá uma educação de qualidade e condições de ter sucesso social, financeiro e econômico similar ao filho do grande empresário que está na Suécia, na China, na França ou na Índia. Que para ele a floresta vive em pé, garante sustentabilidade, garante desenvolvimento. Porque se não ele vai para cima da castanheira, ele vai derrubar árvore, ele vai contaminar o rio para tirar o minério a qualquer custo. Então o preço para que o mundo tenha nós como salvadores será garantir a esse povo um desenvolvimento sustentável em um valor que valha manter a floresta em pé e a água pura”, complementou.

Foto: Pauly Souza.

O Fungetur contempla preferencialmente micro, pequenas e médias empresas, que precisam se inscrever no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur). As atividades que podem ser beneficiárias do programa são meios de hospedagem, agências de turismo, transportadoras turísticas e organizadoras de eventos, entre outros.

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